O site Patheos cita as referências das redes sociais de Alexandre Bissonette para classificá-lo como um "terrorista cristão". Eu vou nem falar da questão das Cruzadas. Quem quiser que estude História e procure as fontes confiáveis. Bissonette por ser um terrorista maluco nunca deve ter entendido. O pior é - ao citar referências- falar do Papa João Paulo II e de William Lane Craig.

Creio que o papa em questão dispensa apresentação por sua biografia contrária a tais atos. Quanto a Craig não o acompanho muito, pois não me agrada seu processo argumentativo. Mas, eis uma declaração dele sobre muçulmanos: “Uma maneira de amar os muçulmanos é explicando honestamente nossas diferenças, ao invés de esquivar-se em diálogos com falsidade inter-religiosa, e defender nosso ponto de vista, assim como os grandes teólogos do passado fizeram. Tenho descoberto que tal abordagem conquista o respeito e até a admiração dos muçulmanos”.

Quanto extremismo de Craig, não é mesmo? Que há cristãos malucos no mundo, há! Afinal, malucos estão em todo lugar. Agora, negar a evidente diferença entre as crenças é demais para mim. O próprio Vaticano - antes mesmo de saber qual fé o terrorista seguia - condenou o ato no Canadá por meio de comunicado oficial.

Quantos atos terroristas em que os malucos professavam a fé no Islã foram repudiados pela religião deles? Este é um dos problemas. Onde está a voz de comando, tradição e magistério da Sharia? Para onde ela avança? Quem guia?

Sugiro que leiam Ayaan Hirsi. O livro se chama Infiel. Lá ela explica o óbvio: nem todo muçulmano é terrorista. É claro que não. Todavia, ela detalha que há os radicais que partem para o terrorismo, os moderados que não praticam, mas aprovam e os reformistas que buscam mudar isto e lutam contra o terrorismo. Eles são minoria e perseguidos, ao ponto de Hirsi ser uma refugiada.

Quanto aos reformistas, devem ser acolhidos. São uma esperança naquela região.

Mulheres como Hirsi deveriam ser a referência para os muçulmanos, assim como muitos mártires que doaram sua vida ao BEM são para os cristãos sérios. Tanto que a voz central do cristianismo católico teve a reação que teve, mesmo sendo - na minha opinião - tímida demais em relação à perseguição que muitos cristãos sofrem no Oriente Médio.

Há diferenças nas crenças sim. Inclusive na forma como estas contribuíram para as bases civilizatórias. O que Bissonette fez é totalmente o oposto do que prega Cristo.