O “clima tenso” no processo de eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas deixou um monte de questionamentos em relação à Casa de Tavares Bastos. Foi um vexame! Um parlamento que ficou de joelhos e quase rasga o próprio Regimento Interno sabe-se lá por quais interesses (é possível conjecturar quais sejam) do jogo de poder. Comentarei algumas aqui em breve.
Eis uma delas: o que Marcelo Victor (PSD) disse a Luiz Dantas (PMDB)?
O fato é que, diante da tensão, o deputado Marcelo Victor disse algo, longe dos microfones e escondendo o rosto para não haver leitura labial (pois sabia da presença da câmera e da transmissão ao vivo), ao presidente reeleito Luiz Dantas que precisa ser tornado público. Sim. É do interesse público. Dantas reclamou do que Marcelo Victor falou, mas não revelou o teor.
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Com isto, nascem inúmeras suposições, informações de bastidores, enfim...há até quem cogite uma possível ameaça de morte. O competente jornalista Davi Soares, de O Diário do Poder, trouxe o tema em seu blog e ouviu de fontes dele que confirmam que se tratou sim de uma ameaça. A jornalista Vanessa Alencar, em sua reportagem, chamou atenção para o fato de Dantas ter se cercado de seguranças.
Afinal, o presidente foi ameaçado ou não? Com a palavra, Luiz Dantas...
Ao comentar o caso, ainda no dia da votação (1º de fevereiro), Dantas disse o seguinte: “O deputado Marcelo chegou bastante nervoso aqui, dizendo coisas que...ainda está tenso...dizendo coisas que ninguém gostaria de ouvir. E por esta razão eu vou contrariar e vou seguir o Regimento da Casa deputado Olavo (Calheiros). E vou fazer o segundo turno da eleição. Ganhe quem ganhar”.
O fato é que a eleição deixará ranhuras graves.
No microfone, Marcelo Victor se disse homem de paz e colocou que Dantas também era. Pediu para Dantas não cometer “assassinato político”. “Não assassine politicamente a nossa convivência. Não é o meu interesse trazer para esta Casa momentos de dificuldades e reeditar momentos completamente difíceis. Eu darei a minha vida para evitar que momentos assim aconteçam. Eu tenho um filho de quatro meses, tenho uma criança de dois anos, outra de cinco e uma de 10. Se Vossa Excelência não permitir que eu vá às urnas, eu vou juntar a minha família e vou embora do Estado de Alagoas. Eu não condição nenhuma de conviver com uma posição extremamente violenta como essa”.
Fatos como estes precisam ser esclarecidos.
