Cobrei, diversas vezes, alguma ação efetiva em relação ao resgate necessário da memória do ex-deputado estadual e intelectual de VERDADE, Aureliano Cândido Tavares Bastos. Aqui neste blog e nas redes sociais.
Já fiz esta cobrança pública tanto ao Governo do Estado de Alagoas quanto ao parlamento estadual que leva o seu nome: Casa de Tavares Bastos. Não se trata apenas da necessária biografia ou estudos de suas obras que são tão importantes aos dias atuais, pois Tavares Bastos reflete sobre a liberdade individual, a descentralização do poder coercitivo do Estado, além de reflexões sobre nosso falho sistema federalista. Trata-se também de resgatar obras como A Província e Cartas Do Solitário.
Pois bem, chegou às minhas mãos a reedição da obra Tavares Bastos: Um Titã das Alagoas, que foi confeccionada pela 16ª legislatura da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Como cobrei, cumpre reconhecer e elogiar. Então, elogio de público o ex-deputado estadual Fernando Toledo (PSDB) – a quem já fiz várias críticas das quais não retiro uma vírgula – por ter conduzido, na presidência da Casa, este trabalho.
A obra é de autoria do já falecido bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, Paulo de Castro Siqueira. Ainda não li a obra toda, mas pelo que vi, é um trabalho memorável com reflexões sobre o pensamento de Tavares Bastos, resgatando trechos das obras aqui citadas. A ação do parlamento estadual tem uma importância gigantesca. Pena que não teve a repercussão merecida, na época, e haja uma dificuldade da obra, que agora está em minhas mãos, esteja em mais mãos. Uma dica para atual Mesa Diretora: disponibilizar tal trabalho em versão de e-book.
Destaco Toledo por ele ser o presidente. Mas, também merece o elogio toda a Mesa Diretora que, naquela legislatura, era composta por Alberto Sextafeira (ex-deputado), Sérgio Toledo, José Pedro (ex-deputado), Jota Cavalcante (ex-deputado), Marcelo Victor, Carlos Cavalcante (ex-deputado), Ricardo Nezinho, Flávia Cavalcante (ex-deputada) e Cathia Lisboa Freitas (ex-deputada). Seria injusto o não reconhecimento diante das cobranças feitas de forma pública.
Agora, aproveito para ressaltar o seguinte: ainda há a necessidade de republicação das obras de Tavares Bastos. Lembro ainda: tal iniciativa não precisa apenas ser do poder público, mas também pode nascer do setor privado, dando sua contribuição para a cultura alagoana. Obras como A Província e Cartas do Solitário não podem estar fora do catálogo. Para quem tiver curiosidade, há versões em e-book na Biblioteca do Senado Federal. Haverá uma dificuldade: estão no português da época. A revisão criteriosa pode aproximar tais livros do público atual, por isto defendo a reedição.
Eu não tenho dúvidas de que,Tavares Bastos é autor de relevância para a discussão de temas como república e federalismo.
