A suspensão de duas vaquejadas que seriam realizadas em Alagoas, em Palmeira dos Índios e no Pilar, repercutiu na sessão desta terça-feira, 22, na Assembleia Legislativa (ALE). Defensores da prática destacaram o prejuízo econômico causado e o “desconhecimento” de magistrados e promotores acerca do tema.

O assunto foi trazido à tribuna da Casa pelo deputado Dudu Hollanda. Ele voltou a solicitar que o presidente Luiz Dantas (PMDB) promulgue a lei que reconhece a vaquejada como atividade esportiva.

Segundo Hollanda, a decisão judicial que impediu a realização do evento em Palmeira dos Índios, atendendo a uma ação movida pelo Ministério Público de Alagoas, frustrou todos os envolvidos na competição.

“O MP tirou do Pilar uma vaquejada tradicional, a maior de Alagoas, que estava na 17ª edição, e nós a perdemos para Bezerros, em Pernambuco. O evento movimentaria R$ 5 milhões em um fim de semana, gerando mais de mil empregos, fora a movimentação econômica da cidade”, relatou o parlamentar, se referindo à etapa do 14º Campeonato Brasileiro de Vaquejada que ocorreria em no Parque Artur Filho, entre os dias 23 e 27 deste mês.

A organização transferiu a etapa para o estado vizinho depois que a Promotoria de Justiça de Pilar ingressou, no dia 14, com uma ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender o evento.

“Decisões como essas estão prejudicando milhares de famílias Brasil afora e em Alagoas”, completou Hollanda, frisando que é temerário acabar com uma cadeia produtiva dessa magnitude em tempos de tão intensa crise econômica.

Em aparte, Antonio Albuquerque se solidarizou com o pronunciamento do colega, dizendo considerar um “equívoco lamentável” as determinações judiciais pela suspensão da atividade, que produzem “prejuízos gigantescos para a sociedade”.

Francisco Tenório reforçou o prejuízo “do ponto de vista prático, financeiro e do equilíbrio emocional dos vaqueiros”, decorrente da suspensão da vaquejada em Palmeira. Marcelo Victor e Tarcizo Freire também se solidarizaram com a fala de Hollanda.

Enquanto a sessão ocorria na Casa de Tavares Bastos, a assessoria de Comunicação do MP divulgou que a 12ª Promotoria de Justiça de Arapiraca ajuizou ontem uma ação civil pública para impedir a realização da etapa final da 12ª Vaquejada Parque Divina Luz, marcada para ocorrer entre os dias 1º a 4 de dezembro.