Os candidatos a prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PMDB) e Gustavo Pessoa (PSOL) falaram ao CadaMinuto sobre o que pensam a respeito da liberação do aplicativo Uber na capital. A pergunta foi encaminhada para todos os candidatos majoritários, mas apenas os dois responderam.
Lembrando que já foi taxista e, portanto, conhece bem as dificuldades enfrentadas pela categoria, como insegurança, mobilidade e sobrecarga de custos com a manutenção dos veículos e impostos, Almeida disse que apoiou a aprovação da Lei 6.552, de autoria do vereador Galba Neto (PMDB), que proíbe o uso de carros particulares para transporte individual remunerado de passageiros.
“Apoiei por entender a importância da preservação da profissão de taxista, mas entendo também que a sociedade tem fundamental importância na tomada de decisões sobre o que é melhor para a nossa cidade e precisa participar do debate sobre tudo, inclusive a entrada de novas modalidades de transporte, isso não pode ser uma decisão isolada de um prefeito, seja ele quem for”, opinou.
O ex-prefeito garantiu que, se eleito, não fará nada, nem tomará nenhuma decisão sem antes discutir o assunto com os taxistas. “Temos a missão de melhorar a mobilidade de Maceió, e pretendemos fazer isso apoiando projetos como a implantação do VLT na Fernandes Lima, a expansão de corredores de transporte, o aumento da frota de coletivos. Acredito que com todas essas ações teremos um ganho substancial e uma melhoria de vida para todos os maceioenses”, concluiu.
Já Gustavo Pessoa se colocou favorável a regulamentação do Uber em Maceió, destacando, porém, a necessidade de um diálogo franco com os taxistas, para atenuar possíveis efeitos negativos da liberação do aplicativo para o exercício da profissão.
“No marco das relações de mercado em que estamos, acredito que nenhum gestor com sensatez pode permanecer defendendo, de forma cega, a existência de monopólios privados, que produzem acomodação por parte dos prestadores de serviços, ao tempo em que geram serviços também precários para os consumidores”, analisou Pessoa.
“Virar as costas para a regulamentação significa fechar os olhos para a demanda por melhores serviços na mobilidade. Silenciar é tentar barganhar o apoio político de uma corporação poderosa. Não é a minha intenção. Eu quero dialogar sobre o Uber”, completou, frisando que sua posição reforça a crença no potencial de empreendimento dos cidadãos.
Sem previsão
O assunto Uber voltou à tona nos últimos dias, quando surgiram, nas redes sociais, boatos sobre a chegada do aplicativo na capital. A empresa, no entanto, respondeu à reportagem que ainda não há previsão para a vinda da plataforma para capital alagoana.
Sobre a lei municipal, a empresa responsável pelo Uber destacou que o serviço prestado tem respaldo na Constituição Federal, sendo previsto ainda na Lei Federal que cria a Política Nacional de Mobilidade Urbana.
