Os candidatos à Prefeitura de Maceió participaram de sabatinas realizadas pelo Portal CadaMinuto, em parceria com o Hotel BWP, durante a semana passada. Apenas Paulão (PT), Fernando do Village (PMN) e Cícero Almeida (PMDB) não aceitaram o convite ou alegaram indisponibilidade das agendas. As sabatinas podem ser assistidas na íntegra no Portal ou no canal do CadaMinuto, no Youtube. Nesta edição, o semanário traz a resposta que cada um dos candidatos deu a seguinte pergunta: por que o senhor deseja ser prefeito de Maceió?
Vale ressaltar que durante as sabatinas, os candidatos falaram sobre propostas, além de tocar em pontos “indigestos” de suas campanhas. Por esta razão, é interessante que o leitor assista a íntegra das conversas. Ajudará a decidir o voto em uma eleição que se mostra acirrada. Pelas mais recentes pesquisas, o candidato tucano Rui Palmeira (PSDB) lidera as intenções de voto, mas é seguido por Cícero Almeida (PMDB) e João Henrique Caldas, o JHC (PSB). Mais atrás na tabela surgem Paulão (PT), Gustavo Pessoa (PSOL), Paulo Memória (PTC) e Fernando do Village (PMN). Como registrou Memória e Pessoa, durante as sabatinas, ainda há a crença em uma virada. De qualquer forma, a decisão se encontra nas mãos do eleitor.
Por ordem de sorteio, o primeiro sabatinado foi o candidato e deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB). Ao ser questionado sobre o desejo de ser prefeito, JHC - que até pouco tempo atrás era um dos aliados da administração de Rui Palmeira - destacou: “Antes de tudo eu sou um cidadão. Como cidadão observo o dia-a-dia e compartilho os dramas vividos pelo maceioense. Estamos em um momento de crise. Se em um momento de crise você não coloca alguém que tenha atitude e coragem para tomar determinadas decisões, e uma formatação de governo mais ativa, você pode acentuar a crise pela inércia e pela apatia. Quando é apresentado um plano de governo que pode fazer mais com menos e com boas ideias, fugindo do modelo tradicional, é bom. O que vemos é uma continuidade de erros. Queremos fazer um trabalho que possa resolver a vida do maceioense. Não adiante eu estar em Brasília discutindo questões planetárias e a nossa cidade continuar a mesma. Nossos postos de Saúde estão fechados. Vemos estelionato eleitorais de outras eleições, como promessa de VLT e Hospitais. Mostraram um cenário para embriagar a sociedade. Então, foi uma provocação a este modelo que me estimulou a ser candidato. Então, com coragem e determinação é que queremos imprimir um novo ritmo à Prefeitura de Maceió. Eu sou o candidato que tem mais condições, diante das dificuldades que temos, de superar os obstáculos com o pé no chão e sem vender terreno na lua”.
Paulo Memória
Já o candidato Paulo Memória (PTC), que foi o segundo entrevistado pela nossa equipe do CadaMinuto, frisou que seu desejo de ser prefeito se dá “pela motivação de mudar o cenário do que está sendo visto no Brasil de 2013 pra cá”. “Desde 2013, com as manifestações inicialmente do Passe Livre, estamos vendo a insatisfação da sociedade civil com a classe política que está aí como representantes da população. Muito pouca gente conseguiu entender o que representava estes movimentos com a população indo às ruas. Isto foi uma reação contra o modelo de representação política que temos hoje, tanto no Executivo com o Legislativo. Isto culminou na saída da presidente da República. Isto não se transformou ainda em um embate eleitoral e ficou no campo da sociedade civil. Então, entendemos que a única forma de mudar a sociedade é participando do processo eleitoral. Pois, mais que uma crise política e econômica, o Brasil vive hoje uma crise de representatividade”.
Memória ainda segue: “a minha candidatura surge de uma sentimento das ruas. De termos um candidato novo, que não exerceu nenhum tipo de mandato eletivo. Eu peço apenas as pessoas que não me julguem pelos erros dos outros, mas daqui para frente. Então, eu entendo que Maceió- nos últimos 200 anos - foi comandada por uma elite que nunca mudou uma cidade partida, de desigualdades e contrastes. Eu quero mudar a realidade. Então, a minha candidatura surge deste sentimento, que é o sentimento que tomou às ruas recentemente, pois vemos uma necessidade de mudança e renovação”.
Rui Palmeira e Pessoa também destacaram os motivos pelos quais querem ser prefeito
Pela ordem dos sorteios, o terceiro candidato ouvido pelos jornalistas do CadaMinuto, foi o atual prefeito de Maceió e candidato à reeleicão, Rui Palmeira (PSDB). O tucano também foi submetido a uma série de perguntas que podem ser conferidas no site do CadaMinuto ou em seu portal.
Rui Palmeira também respondeu ao questionamento da razão de querer permanecer na condição de prefeito, já que busca a renovação do mandato. “Eu quero ser prefeito novamente porque sei conseguimos fazer muito, mas ainda há muito a ser feito em nossa cidade. Nós conseguimos reconstruir muita coisa desde praças a postos de saúde, escolas. Enfim, temos muita coisa para ser feita na cidade. Algo que me anima, por exemplo, é o projeto De Frente Para a Lagoa. Conseguimos o financiamento do BID e nos anima saber que o banco está empolgado com este projeto que será uma mudança de paradigma. Historicamente, Maceió deu as costas para a Lagoa e nós sabemos que é importante fazer estes investimentos, fazer estas melhorias para a população que vive lá e futuramente tornar uma área de convivência para madeirenses, alagoanos e todos os turistas. São coisas que me motivam a ser mais uma vez prefeito da minha cidade”, frisou.
Rui Palmeira foi o mais objetivo dos candidatos. Todos tiveram a oportunidade de responder nove questionamentos, sendo três feitos por entidades, como podem ser conferidos nos vídeos que estão no portal do CadaMinuto.
Gustavo Pessoa
O último dos candidatos ouvido pelo CadaMinuto foi Gustavo Pessoa (PSOL). Ao ser indagado sobre o motivo pelo qual quer ser prefeito de Maceió, o psolista destacou: “Penso que o ativismo político não depende de ter ou não um mandato. Eu tenho sido muito interpelado ao longo dessa caminhada curta e difícil a responder esta indagação sobre ser candidato sem nunca ter feito político. Tenho respondido com outra pergunta: é necessário mandato para fazer política? Eu sempre fiz política quando era secundarista, na Universidade, lutei por aquilo que acredito que faz uma cidade mais humana e um mundo mais humano. Você pode discordar das minhas ideias, mas fiz esta discussão em alto nível e um bom combate. Diante da situação que se configura o Brasil, eu entendi que as forças que pertenciam ao meu bloco ideológico não representam o projeto que a nossa candidatura representa. Há um conteúdo programático que a esquerda alagoana precisa neste momento. Como houve um desgaste do projeto do PT, fez com que muitos setores não conseguissem mais ver seu projeto de cidade expresso no PT, então nós do PSOL colocamos à disposição do eleitor nossa candidatura”.
Pessoa ainda complementa: “buscamos o diálogo com setores da esquerda e conseguimos viabilizar esta candidatura e trazer um debate que se diferencia dos outros, pois vejo nomes diferentes, mas que ao cabo representam projetos muitos parecidos com diferenças pontuais. Eu sou mais um dos cidadãos desta cidade que não está satisfeito e não se sente representado e por isto”.
Como dito no início os candidatos Fernando do Village não respondeu ao convite. Paulão solicitou remarcar a entrevista e Almeida alegou compromissos de agenda e não participou da rodada de perguntas e respostas dos jornalistas do CadaMinuto.


