O deputado Eduardo Cunha (PMDB), ex-presidente da Câmara, teve seu mandato cassado na madrugada de hoje por 450 votos a 10 no plenário da casa. Oito alagoanos votaram a favor da cassação do deputado, e apenas um votou contra, o deputado Arthur Lira (PP)
Votaram a favor da cassação de Cunha; Givaldo Carimbão(PHS), JHC (PSB) , Marx Beltrão (PMDB), Nivaldo Albuquerque (PRP), Paulão (PT), Pedro Vilela (PSDB) , Ronaldo Lessa (PDT) e Val Amélio (PRTB)
O deputado Arthur Lira foi um dos únicos aliados de Cunha que se manteve fiel ao hoje deputado cassado, já havia sido assim quando o alagoano foi voto vencido em seu relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
Cunha foi o grande padrinho de Lira na nomeação dele tanto na CCj como na Comissão de Orçamento. Junto com Lira votaram a favor de Cunha Carlos Andrade (PHS-RR), Carlos Marun (PMDB-MS), Dâmina Pereira (PSL-MG), João Carlos Bacelar (PR-BA), Jozi Araújo (PTN-AP), Júlia Marinho (PSC-PA), Marco Feliciano (PSC-SP), Paulo Pereira da Silva (SD-SP) e Wellington Roberto (PR-PB).
Além da perda de mandato, o peemedebista é atingido pelos efeitos da Lei da Ficha Limpa e, consequentemente, também fica condenado à perda dos direitos políticos por oito anos, com declaração automática de inelegibilidade.
No total foram 335 dias de disputa desde que, em 13 de outubro de 2015, Psol e Rede protocolaram representação que resultou no processo por quebra de decoro parlamentar. Com o resultado, Cunha fica fora da vida pública até 2027 (oito anos depois do fim do seu mandato, que chegaria ao fim em 1º janeiro de 2019).
