Quem passou dos 40 anos com certeza passou muitas tardes de sábado na televisão vendo e ouvindo o “Velho Guerreiro” animar um auditório e o Brasil perguntando “quem quer bacalhau?” e chamando a “Terezinhaaaaa”. Para resgatar esses anos mágicos da Tv brasileira e toda descontração dos programas de auditório com seus calouros, dançarinas ‘rebolantes’ e brindes um pouco ‘inusitados’, o espetáculo “Chacrinha, o musical” estará abrilhantando o palco do Teatro Gustavo Leite, no sábado, dia 13 e domingo, dia 14.

O ator Stepan Nercessian incorpora Abelardo Barbosa com toda a descontração e energia que o ‘Velho Guerreiro’ tinha ao comandar o Cassino do Chacrinha com suas exuberantes chacretes, que povoaram os sonhos dos adolescentes e não tão adolescentes da época assim como seu assistente Russo, seu quadro de jurados e os calouros onde uns emocionavam com seu talento e outros não tão talentosos provocavam ondas de riso na plateia.

Na peça, o público poderá conhecer também um pouco da trajetória do menino humilde que saiu da cidade de Surubim, no interior de Pernambuco e se tornou um dos maiores comunicadores de todo o país e conhecendo de perto todas as adversidades por ele enfrentadas até se tornar um dos maiores ‘marqueteiros’ do país numa época em que a palavra marketing ainda era pouco explorada e conhecida.

Neste bate papo Stepan Nercessian conta um pouco sobre o espetáculo e o que aprendeu ao representar um ícone da comunicação brasileira que falava “na televisão nada se cria, tudo se copia”. Pena que ainda não surgiu outro Chacrinha.

CM – O que significa para você interpretar Chacrinha?

SN - Representar o Chacrinha para mim é uma oportunidade rara. A sorte me fez viver o papel de um grande personagem da comunicação do Brasil que é o Abelardo Barbosa.

 

CM- Na peça você destaca a parte dos calouros, que era um dos momentos especiais do Cassino do Chacrinha. Como os artistas que foram descobertos por ele tem visto isso?

SN – Em algumas capitais onde já nos apresentamos artistas como Fábio Júnior , Paulo Ricardo, Biafra, Wanderléia e outros fizeram uma participação no espetáculo revivendo suas apresentações no programa do Chacrinha como calouros e revelaram que sentiram a mesma emoção a ponto de chorar e se emocionar profundamente já que muitos deles foram descobertos no programa. Com certeza uma época importantíssima na vida deles. Posso dizer que nessa nossa turnê muitos artistas ainda vão subir no palco do Cassino Chacrinha.

 

CM – Como você reagiu ao ser convidado para o papel de interpretar um dos maiores comunicadores do Brasil?

SN - Nunca me achei parecido com Chacrinha. Por isso uma das minhas preocupações foi não fazer apenas uma imitação. Procurei construir um personagem a partir de seu interior, suas emoções, me baseando também na historia de vida do homem Abelardo Barbosa.

 

CM – Como você descreve o espetáculo Cassino do Chacrinha?

SN - O espetáculo começa falando da infância do Abelardo, na cidade de Surubim até o auge de sua carreira na TV Globo. Essa é uma oportunidade do público conhecer um homem que foi um retrato real do brasileiro que acreditou num sonho e lutou contra todas as adversidades, mas não abriu mão de chegar onde quis.  Abelardo Barbosa  foi um visionário, atuou como radialista, tocou bateria num navio mas acima de tudo foi um grande vendedor. Ele era uma agência de publicidade ambulante quando não se falava muito sobre marketing no Brasil. A historia mais famosa foi o bordão “vocês querem bacalhau?”  que surgiu quando um supermercado encalhou os estoques de bacalhau comprados para a Semana Santa e pediram ajuda ao Velho Guerreiro que, num programa  fez a cena de jogar para a plateia um bacalhau  e fazer a propaganda do estabelecimento. No dia seguinte havia fila para comprar o bacalhau. Outro bordão imortalizado por ele foi o “terezinhaaa”. Nesse aspecto ele era fenomenal.

 

CM- Além do Velho Guerreiro dezenas de artistas dividem com você o palco. Como você vê esse novo momento do teatro onde peças encenam fatos que marcaram a nossa história em forma de musicais?

SN - O elenco é uma representação do talento jovem do Brasil na área de musicais. Hoje em dia há um batalhão de jovens artistas competentes. O próprio tema transformou todos numa grande equipe do programa do Chacrinha, ninguém se sobressai, o grande trabalho é desaparecer e deixar o Chacrinha tomar conta do palco. Esse sucesso é a prova que chacrinha continua um campeão de audiência.

 

CM - Neste momento em que o país atravessa uma fase econômica conturbada como é estar na estrada com um espetáculo desse porte?

SN - As dificuldades são muito grandes e dispendiosas. Muitas cidades não comportam uma grande temporada. É o sonho de todo artista voltar a fazer que o teatro seja um elemento de comunicação e integração de nosso país. Por isso sempre que há oportunidade de viajar estamos na estrada para poder mostrar o nosso trabalho e levar alegria ao público.

 

CM – Como é fazer um papel tão dinâmico como era o Chacrinha?

SN - A rotina de ensaio para um musical não é fácil. É necessário ter muita dedicação. É muita entrega. Todos os dias estamos cuidando do corpo e da voz. A rotina é puxada diariamente chegamos horas antes do espetáculo para fazer aquecimento, fisioterapia, e todos os ajustes necessários para realizar um belo espetáculo.

 

CM – Depois desta experiência você pretende participar de outro musical?

SN - Não sei se farei outros musicais. Este espetáculo é encantador. Mas se houver outro trabalho que precise dançar posso até enganar, mas se precisar cantar posso dizer que minha carreira na área de musicais será breve. Me arrisco a participar desde que não precise cantar.(risos).

O elenco da peça com Stepan Nercessian, Pedro Henrique Lopes, Laura Carolinah, Saulo Rodrigues, Neusa Romano, Livia Dabarian, Diego Campagnolli, Diego Montez, Lucas Drummond, Paulo de Melo, Amanda Doring, Ana Elisa Schumacher, Saulo Segreto, Fabiana Tolentino, Tadeu Freitas, Thiago Marinho, Natacha Travassos, Thadeu Torres, Ivni Freitas, Paola Poliny, Jonathas Joba e Pedro Cassiano.

Serviço

Espetáculo: Chacrinha, o musical

Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções de Maceió

Dias/horários: sábado 13 às 21h  / domingo 14 às 20h

Classificação etária: 12 anos

 Pontos de venda:

Casa das Tintas • Farol  - Av. Fernandes Lima, 2229 /  Ponta Verde – Av. Dep. José Lages, 897

Loja Alethia • Maceió Shopping – térreo / Parque Shopping – 1º andar

Vendas on line: www.eventim.com.br

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