Durante encontro com a imprensa na manhã desta terça-feira (05), o governador Renan Filho se pronunciou a respeito da situação do Instituto Médico Legal (IML). O líder do executivo estadual afirmou desconhecer o acúmulo de ossadas na sede do órgão e criticou duramente a falta de investimento na área da segurança pública em Alagoas na gestão passada.

Os ossos foram encontrados em uma área desativada no prédio atual do IML, no bairro do Prado. “Não sabia e vou até me informar. Alagoas tem 200 anos e nunca teve um IML. Outros governos tiveram muitas oportunidades, recursos vultuosos e não construíram. Eu empenhei mais R$ 9 milhões para a obra. Eu esperava que fosse concluída esse ano, mas surgiram alguns problemas na obra, algumas coisas que não estavam orçadas, como o sistema de ar condicionado, que não estava no projeto. Esse sistema precisa ser diferente e moderno porque os servidores mexem com resíduos humano”, afirmou.

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Renan Filho deu sequencia às críticas feitas a gestões anteriores pela falta de investimento na segurança pública em Alagoas, generalizando e apontando as situações da perícia Oficial, da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.

“Estamos no século 21 e Alagoas está entre os estados mais violentos do país. Faltou investimento na segurança. Lembram que lançaram programa para R$ 300 milhões em investimentos na segurança pública. Isso se materializou em que mesmo? Laboratório forense, equipamentos dez anos na caixa, delegacia de polícia nenhuma, batalhão da Polícia Militar, zero. Corpo de Bombeiros também não , com exceção de um caminhão. A Perícia Oficial foi colocada num prédio que era um hotel, depois outro local, não tem estrutura, nem efetivo. Isso tudo para reduzir violência é muito complicado”, disse.

Explosões a banco

Renan Filho também voltou a falar sobre as ações de quadrilhas para explodir caixas eletrônicos em Alagoas. Ele voltou a reforçar que é necessária maior fiscalização da venda de explosivos e disse que irá pedir ajuda do Governo Federal para solucionar a situação.

"Eu e os governadores do Nordeste iremos levar esta situação ao presidente Michel Temer. Já tinhamos feito esta solicitação para a presidente Dilma Rousseff, mas numa próxima reunião neste mês iremos tratar deste assunto. Não se rouba banco com maçarico, nem bombinha de são joão. Se explode com dinamite e quem controla a venda é o Exército", disse.