Realizada pela Polícia Civil, a operação de busca e apreensão de um atestado médico nas dependências da Casa de Tavares Bastos nesta quarta-feira, 15, foi criticada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas, que se posicionou sobre o assunto por meio de nota oficial.
Frisando ter sido surpreendida com a ação policial, a Mesa destacou que nunca foi acionada para entregar o documento – relacionado à legislatura passada - às autoridades.
Na nota, o colegiado também classificou a operação de “açodada e desnecessária”.
Confira a nota na íntegra:
Diante da operação de busca e apreensão de atestado médico do deputado Marquinhos Madeira, fruto de mandado expedido pela Vice-Presidência do Tribunal de Justiça, a Mesa Diretora presta esclarecimentos à sociedade alagoana:
1-Tão logo tomou conhecimento, a Presidência da Casa acionou sua Chefia de Gabinete para atender à demanda constante no mandado judicial;
2-Surpresa, a Mesa Diretora atual acentua desconhecer a procura por tal atestado, e que nunca foi acionada para atender essa demanda da Justiça;
3-O fato teve origem na legislatura passada, em relação ao qual o parlamentar, alvo da investigação, exercitará seu direito de defesa;
4-Tais razões levam a Mesa Diretora a concluir que a operação foi açodada e desnecessária, pois o comando da atual legislatura prima pela legalidade e transparência;
5-Na relação com os demais Poderes do Estado, reafirma o princípio da harmonia, do respeito e da independência, sem jamais abrir mão da defesa de suas prerrogativas legais e constitucionais.
