Apesar dos argumentos do deputado Bruno Toledo (PROS), os parlamentares decidiram, por 12 votos a 7, manter o veto ao Projeto de Lei (PL) de sua autoria, que regulamenta a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em eventos desportivos.
“Tentei demonstrar com números que não há associação da violência com o consumo de bebidas alcoólicas e alertar para a importância de preservar a liberdade do cidadão, mas respeito a decisão do plenário”, frisou.
Ele lamentou o fato de não ter tentado, por diversas vezes, sem êxito, conversar com a secretária estadual de Esportes, Claudia Petuba, sobre a matéria. “Preenchi uma papelada enorme na primeira tentativa de marcar a audiência, mas, por várias vezes, a secretária desmarcou, cancelou, não apareceu... Até que eu desisti de discutir o assunto com ela. Lidar com o contraditório faz parte da atividade política e quem não está disposto a isso não deveria estar no serviço público”, criticou, classificando a atitude de Petuba em não recebê-lo de antidemocrática.
Em aparte, Rodrigo Cunha (PSDB) também defendeu a derrubada do veto, lembrando que o próprio Estatuto do Torcedor não proíbe a venda e o consumo das bebidas alcoólicas. “No estado de Goiás as bebidas são vendidas nos estádios por decisão judicial. Esse pode ser um caminho adotado pelos clubes aqui em Alagoas”, sugeriu.
O líder do governo na Casa, deputado Ronaldo Medeiros (PMDB) lembrou as brigas ocorridas na final do Campeonato Alagoano ao apelar pela manutenção do veto: “Já imaginou se aquelas pessoas estivessem alcoolizadas? Creio que seria bem pior do que aquilo que ocorreu”.
