O governo Dilma Rousseff (PT) parece ter chegado ao fim. Desde que o Senado Federal admitiu, na última quinta-feira (11) o prosseguimento do processo de impeachment da presidente e o consequente início do exercício interino da presidência da República pelo vice Michel Temer (PMDB), as expectativas são – ao menos para a maioria da bancada federal alagoana – as melhores possíveis.

Diante do início de um novo momento político que promete mudar também a situação econômica do país, o CadaMinuto Press buscou congressistas alagoanos para compreender melhor o que o Estado de Alagoas pode esperar dessas mudanças.

Michel Temer é do PMDB, mesmo partido do governador Renan Filho e de seu pai e presidente do Senado Federal Renan Calheiros. Assim, supor que Alagoas possa encontrar maior viabilidade de investimentos federais, bem como priorização do Estado em áreas tão caras como educação, saúde e segurança, pode não ser só uma expectativa, mas também uma esperança.

A primeira novidade para Alagoas já chegou através do deputado federal Maurício Quintella (PR), que ganhou notoriedade por conseguir angariar importantes votos a favor do processo de impeachment na Câmara dos Deputados às vésperas da votação que deu à presidente Dilma Rousseff uma expressiva derrota, por 367 votos a favor da abertura do processo e 137 contrários.

Quintella renunciou à liderança de seu partido na Câmara para votar diferente do PR e ter liberdade para mudar o posicionamento dos demais colegas de partido e parlamento. A atuação do deputado parece ter impressionado positivamente Michel Temer que dirigiu ao seu partido o convite para compor o governo através do Ministério dos Transportes.

Sob a nova gestão de Temer, a pasta dos Transportes ganhará status de superministério, será o terceiro maior ministério, uma vez que agora abarcará também a Aviação Civil e os Portos. Quintella confirmou que aceitou o convite e explicou que “Portos vem com a indicação do PMDB”. Mesmo com este detalhe, o deputado/ministro acredita que será muito bom para o seu partido.

Ao CadaMinuto Press, o deputado afirmou que, uma vez ministro, pretende priorizar Alagoas, priorizar o retorno da duplicação da BR-101, o início da obra do viaduto da Polícia Rodoviária Federal, bem como as obras de pavimentação da BR-316, de Carié-Inajá.

“São obras que a gente vem lutando há muito tempo, estão prontas para dar a ordem de serviço, mas estamos com problemas de recursos para começá-las”, esclareceu.

O governador Renan Filho (PMDB) soube de antemão do convite, pelo próprio Mauricio Quintella. “Vamos unir esforços para viabilizar isto, para ver se damos um salto nesta estrutura do estado”, disse Quintella sobre união com o governo do estado por Alagoas.

Após racha com Dilma e apoio ao impeachment: ministro

Maurício Quintella avalia que sua atuação na Câmara dos Deputados, em defesa do impeachment, ajudou na conquista deste espaço ministerial. No entanto, afirma que esta não foi a principal razão para a indicação de seu nome. Ele afirmou que Temer pretende montar seus ministérios aliando “quadros ligados aos partidos que tenham influencia na Câmara e no Senado, com pessoas das áreas afins, principalmente neste núcleo duro de Fazenda, Justiça, Planejamento, onde ele trouxe nomes que o mercado e os investidores acreditem num curto prazo”.

Em defesa de seu nome, Quintella disse: “eu não sou da área de transportes, mas já participo do governo dentro do transporte há nove anos. Não só no DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] em Alagoas. Mas também no Ministério dos Transportes, no âmbito federal. Então, eu conheço bem toda a estrutura do ministério, do DNIT, da Valec [Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., que é uma empresa pública, sob a forma de sociedade por ações, vinculada ao Ministério dos Transportes], da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres]”.

O deputado também revelou que seu nome foi bem recebido pelas entidades de classe e que pretende se cercar dos melhores quadros técnicos possíveis para dar as respostas que o governo precisa. Sobre o Dnocs, que já contava com indicação sua, Quintella confirmou que Walter Gomes permanece como diretor geral. “É um quadro de primeira linha”, afirmou.

A posse de Quintella como Ministro de Estado abrirá espaço na Câmara dos Deputados para o jovem Nivaldo Albuquerque (PRP), filho do deputado estadual Antonio Albuquerque (PTB). Nivaldo é suplente de Maurício Quintella e assumirá como deputado federal, seu primeiro cargo eletivo. Quintella revelou à reportagem que falou com o pai do suplente, pois este não estava em Maceió.

“Eu ontem conversei com o pai dele, ele não estava em Maceió, ele até me pediu para orientar o Nivaldo neste primeiro momento, apresentar a ele à Casa”, afirmou o deputado-ministro.

Nivaldo será o único parlamentar de seu partido na Câmara. Depois da janela partidária aberta recentemente, os dois deputados federais que havia mudaram de legenda. Quintella disse que ainda era prematuro avaliar o comportamento do jovem no parlamente, mas acredita que a tendência natural dele seja apoiar o governo. “Eu acho que ele vem para ajudar Alagoas”.

 

Biu de Lira prevê grandes desafios para Temer: “Não tem mágica”

O senador Benedito de Lira (PP) reconheceu que o tempo estará contra Michel Temer, pois assumindo incialmente pelo período de no máximo 180 dias, precisará mostrar resultados para provar que é capaz de fazer as mudanças que a presidente Dilma não conseguiu. E alertou para os passos que serão dados por presidente em exercício para conseguir aprovar reformas importantes e profundas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

“É bom deixar claro que Michel ao assumir não vai resolver os problemas com um passe de mágica, precisamos aguardar, ele tem contra si o tempo, ele precisa dar resultados antes deste prazo de 180 dias”, avaliou o popular Biu de Lira.

O senador ainda mencionou as expectativas da sociedade, dos empresários e até no meio político. Para Biu, esta crise política e econômica não é boa para ninguém. “Ninguém gosta de estar como estamos. Estamos vivendo um momento difícil, mas temos a responsabilidade, como representante do povo e dos estados, de minimizar as dificuldades”, afirmou.

O senador pepista falou também sobre as relações que seu partido tem com o novel presidente, confirmou que o PP deve mesmo conduzir as pastas da Saúde e da Agricultura e chamou para si a responsabilidade de ajudar os alagoanos.

“Lógico que eu participarei como possível para ajudar meu Estado. Não tenho nenhum compromisso com governantes que passaram ou que vierem”. E comentou que se tiver que fazer indicações para cargos federais, “será em comum acordo com o partido, sempre pensando no melhor para Alagoas”.

Benedito de Lira revelou que são suas as indicações de Marco Fireman, para a presidência nacional da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), com o propósito de executar a expansão do VLT em Maceió.

“Este é o projeto do partido para Maceió, além da construção de casas populares, reurbanização de Jaraguá, marco do Alagoinhas, além de outras ações”, citou. E Napoleão Casado, como diretor de Recursos Hídricos Nacional, na Companhia dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Lira ainda demonstrou orgulho da atuação do filho, deputado federal Arthur Lira (PP). Segundo o senador, o deputado tem assumido protagonismo dentro do partido na Câmara dos Deputados e tem ajudado a dar maior musculatura à sigla. Lira afirmou que antes os deputados pepistas eram 39 e hoje são 51, assim como no Senado, que antes eram cinco, já são sete e até segunda-feira (16) serão oito senadores.

Arthur Lira, deputado federal, está disputando a presidência da Comissão Mista do Orçamento, que deverá ser o primeiro alvo de Temer, visando às reformas que pretende fazer na economia. A mudança da meta fiscal para a economia é o primeiro passo para devolver a credibilidade do governo junto ao mercado internacional, uma das principais metas do novo governo brasileiro.

O deputado Arthur Lira foi, no ano de 2015, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, sua indicação, apesar de implicado na Operação Lava Jato, assim como seu pai, o senador, foi alvo de críticas por políticos e pela imprensa.

Marx Beltrão acredita na recuperação da economia gradativamente

O deputado Marx Beltrão, do PMDB de Michel Temer, tem grandes expectativas para este novo governo que se inicia. “O Brasil enfrenta uma das maiores crises já enfrentadas, não só política, mas também econômica. Nós já temos 11 milhões de desempregados, a inflação beira os 10%, cenário pior que este eu ainda não vi, pelo menos não vivi. E eu acredito que com o novo governo haverá governabilidade e credibilidade para os investidores voltarem a investir no Brasil”.

Beltrão acredita que a governabilidade e a atração de investidores recuperará a economia, “ainda que de forma lenta”, o que resultará na recuperação dos empregos. E, apesar de reconhecer que nenhum governo conseguiria resolver o drama do desemprego rapidamente, acredita que o novo governo deve conseguir a melhoria da economia, volta dos empregos e queda da inflação.

Mesmo sendo do mesmo partido de Temer, Beltrão disse que ainda não conversou sobre sua participação no governo, mas assegurou que esta conversa existirá e que se houver meios para participar mais efetivamente do governo, participará. Mas que se achar inviável, também poderá ficar quieto, explicando que sua decisão depende também da decisão do partido, da bancada de Alagoas.

Marx Beltrão indicou um nome para a gerência de Habitação da Caixa Econômica Federal em Alagoas, no governo de Dilma Rousseff. Para ele, é importante que a bancada converse e se una em torno dos melhores resultados para Alagoas. O parlamentar revelou que a bancada alagoana pretende se reunir para entrar num consenso sobre sua participação no novo governo. “Ainda não está definido se participaremos ou não do novo governo”, afirmou.

Almeida não visa cargos e deseja que Temer amenize sofrimento do povo

O deputado federal Cícero Almeida (PMDB) entrou há cerca de dois meses no mesmo partido do presidente Michel Temer, conduzido pelas mãos do senador Renan Calheiros e indicado para concorrer à Prefeitura de Maceió pelo partido. O ex-prefeito disse-se esperançoso com os rumos que Temer pretende dar ao país. Para ele, Temer deve vir com as melhores intenções, trazendo novas ideias para amenizar o sofrimento do povo, gerando mais empregos, enxugando a máquina e governando com responsabilidade, que se não for assim “será trocar sei por meia dúzia”.

Almeida lembrou que esta é a primeira grande oportunidade que o PMDB está tendo, mas que nem assim pretende buscar cargos ou espaços no governo federal, afirmando que sempre agiu com independência e responsabilidade.

“Não fiz com a Dilma, nem Cunha, nem com ninguém. Cheguei aqui com independência, só quero o que tenho direito como deputado federal. Meu voto [a favor do impeachment] foi com responsabilidade, porque terei independência para cobrar do novo governo tudo aquilo o que nós estamos esperando. Nunca participei de reunião, nem grupo politico [para tratar de cargos federais]. Não quero ser melhor do que ninguém, mas não quero fazer parte disso”, garantiu.

Almeida assegurou ainda que foi o deputado federal que menos gastou na Câmara dos Deputados e que sua atuação, diante das regalias que poderia usufruir, gerou a devolução do equivalente a mais de R$ 200 mil. “Se cada um fizer sua parte, teremos um país diferente, senão estaremos incorrendo nos mesmos erros do PT”, finalizou.

JHC prega mudança real e diz que Temer deve evitar “toma lá, dá cá”

O jovem deputado João Henrique Caldas (PSB), o JHC, disse que vê com cautela o novo governo que Temer tem desenhado. Para ele, parece que o novo presidente começa muito parecido com o passado. “Acredito que tem que mudar o cenário e os atores. Pelo que está sendo desenhado, vai-se mudar os atores, mas o cenário vai permanecer o mesmo, apesar de a economia ter reagido bem à saída da presidente”.

JHC afirmou que considera ser um grande erro do presidente Temer manter as práticas do governo de Dilma, se referindo às nomeações em ministérios e cargos federais em troca de apoio no Congresso. Para ele, o povo deixou muito claro que este modelo está fracassado e se Temer quiser dar continuidade a isso, dará as costas para a sociedade e para opinião pública.

Caldas não arrisca um palpite sobre os benefícios de um governo federal peemedebista para Alagoas, sinalizando que o fato de o governador ser do PMDB e sempre aliado do governo Dilma não se traduziu em benefícios específicos para o estado.

“O presidente do Senado, apesar de ser do PMDB, desfruta de longa amizade com o ex-presidente Lula e com a presidente Dilma, vendeu este prestígio inclusive em guias eleitorais [na campanha Renan Filho em 2014]. E até agora não se fez absolutamente nada. Venderam muita ilusão, já se passou dois anos e o Estado de Alagoas até agora nada”, lamentou.

JHC não participou do governo Dilma. Na verdade, desde que foi eleito que tece críticas à gestão da petista, no entanto, o jovem parlamentar confirma que seu partido tem discutido uma participação efetiva no governo Temer. “Confesso que não participei efetivamente destas discussões, mas o que se fala nos bastidores e na imprensa é que seria o Ministério da Integração Nacional, para o PSB”, disse o deputado.

O deputado fez a ressalva de que o PSB deve atuar no governo Temer com autonomia, para que não se renda e nem perca a independência. JHC reconheceu que seu partido pode colaborar com a nova gestão. “O partido tem dialogado bastante, está sempre fazendo discussões internas com o diretório nacional e regionais, assim como com governadores e prefeitos, e Câmara e Senado. Mas minha posição particular é de cautela”, revelou.

O Ministério da Integração Nacional abarca órgãos muito importantes, principalmente para Alagoas, como o DNOCS, Codevasf, Canal do Sertão, obras de saneamento, pavimentação e infraestrutura. Por isso, JHC reconhece que o espaço na Integração pode ser muito benéfico para Alagoas. Mas acha que o momento não é de “toma lá, dá cá”, mas de calma para avaliar a agenda que o novo presidente pretende implantar no país.

“Eu acho que o parlamentar tem que ter independência e agir com harmonia com os demais Poderes, claro que pensando no melhor para o país, no desenvolvimento e crescimento do Brasil. Agora, esperamos que este governo entenda a mensagem das ruas e os partidos também. Temos que ter como principal preocupação o país e o que a sociedade tem a nos dizer. Sendo estas discussões [sobre cargos] subsidiárias”, avaliou JHC.

Paulão chama governo Temer de reduto de golpistas

Foto: Davi Soares

 

O deputado federal Paulo Fernando dos Santos, Paulão (PT), foi o único aliado de Dilma a posicionar-se categoricamente como oposição. Disse que se preocupa com os rumos do novo governo, a começar pela composição dos ministérios. “São pessoas que na sua maioria já foram denunciadas pela Procuradoria Geral da União, principalmente na Lava Jato e em outras operações”, afirmou.

Paulão ainda questionou a capacidade técnica de parlamentares indicados para importantes ministérios, como é o caso do colega de bancada Maurício Quintella. “Qual a capacidade técnica e política do Romero Jucá [PMDB] para assumir o Ministério do Planejamento? Qual a capacidade técnica do Mauricio Quintella de assumir o Ministério dos Transportes? Será um reduto dos golpistas”, provocou.

Paulão ainda alertou para a capacidade de mobilização dos movimentos sindicais e sociais diante de “redução de direitos trabalhistas e sociais, a afronta do Estado Democrático de Direito”. O petista prevê medidas restritivas que serão adotadas pelo novo governo: “Ele vai tentar fazer a priorização do Estado mínimo, tirando direitos que já foram implantados nos últimos 13 anos, onde mais de 36 milhões de pessoas foram retiradas da extrema pobreza”.

Sobre os cargos federais que possui no INSS e no Incra, Paulão limitou-se a afirmar que “o ato de nomear e exonerar são de competência do Executivo”.

Lessa contém oposição do PDT e Carimbão busca espaços em governo Temer

Givaldo Carimbão, líder da bancada do PHS na Câmara dos Deputados, pediu liberação da bancada para votar diferente de seus liderados. Apesar de toda a bancada votar favoravelmente ao impeachment, Carimbão disse que não estava convencido do cometimento de crimes pela presidente Dilma Rousseff e votou contra o impeachment.

Ainda assim, revelou que tem expectativas de que a economia melhore, acreditando que o apoio que Temer tem no Congresso, e que foi perdido por Dilma, ajudará a implantar as reformas necessárias para recuperar a economia brasileira. A atuação do PHS no processo de impeachment na Câmara, segundo Carimbão, credencia o partido a buscar espaços no governo Temer e ele, na condição de líder do partido, está autorizado a conversar com o governo.

Carimbão não revelou os espaços que pretende pleitear para seu partido, disse que tudo dependia das reuniões com a bancada e o presidente nacional do PHS, assim como com a posterior reunião com o próprio governo federal de Michel Temer. Há 12 anos, o deputado está na Codevasf, hoje através do superintendente Luciano Chagas, e há poucos anos na Sudene, através de uma diretoria, primeiro com Zé Márcio, hoje vereador de Maceió, e agora através de Sérgio Alencar.

Já Ronaldo Lessa (PDT), que também foi contra o impeachment da presidente, seguindo orientação de seu partido, afirmou que o momento é de cautela para avaliar os rumos que o presidente Temer pretende tomar. Lessa revelou que parte da bancada do PDT na Câmara defende que o partido posicione-se desde logo como oposição, mas ele acha que é necessário aguardar.

O ex-governador disse ainda que não possui cargos federais em Alagoas e que os cargos relacionados ao Ministério do Trabalho são ligados ao partido e não a ele, pessoalmente. Assim, não tem cargos a devolver, mas se Temer quiser tirar cargos, tira do PDT.

Mudança de presidente pode mudar também líder da bancada de Alagoas

Desde que a atual bancada alagoana assumiu na Câmara dos Deputados que Ronaldo Lessa é seu líder. A bancada de nove deputados deu seis votos favoráveis ao impeachment e seu líder, apesar de minoria, votou contra. A liderança da bancada lida também diretamente com o governo federal e com as demandas deste com a bancada alagoana.

Assim, natural que o líder da bancada fosse alguém com melhor transito junto ao governo federal. No entanto, em principio, não é o que pensa o deputado Marx Beltrão (PMDB). Para ele, não há nenhum problema é Lessa continuar líder da bancada, “até porque a política é muito dinâmica, se votou pelo governo passado ele tinha suas razões, mas nada impede que o partido dele faça parte do futuro governo. O futuro governo nem aconteceu ainda, há muita especulação. Tem muita coisa acontecendo, mas uma vez se concretizando, vamos começar a dialogar”.

Lessa, por sua vez, se mostrou confortável com a posição de líder da bancada. Para ele, a bancada é que deve dizer é o melhor nome ou não. “Vale lembrar que eu não represento governo nenhum, não represento o da presidenta Dilma nem representarei o do Temer. O coordenador da bancada representa a bancada. Se a relação com o governo exige que seja de uma forma diferente, fica nas mãos da bancada a mudança do coordenador, não haverá problema”, pontuou. Mas registrou que quando adoeceu e precisou se ausentar colocou o espaço de líder à disposição dos liderados, mas estes manifestaram interesse na sua continuação no trabalho de coordenação.