Mais uma do governo federal. Era para ter comentado este assunto antes, logo depois que li a reportagem de O Globo, publicada na noite do dia 2 de maio, que mostrava que cinco portarias publicadas pelo Ministério do Planejamento remanejaria cerca de R$ 1 bilhão do orçamento.

Com isto, a área da Saúde – que já se encontra desfinanciada, o que preocupa diversos prefeitos – perderá mais recursos. Foram tirados R$ 565 milhões de ações como o Farmácia Popular, que pode perder R$ 315 milhões para entrega gratuita de remédios.

A conta vai estourar nos colos de prefeitos e governadores. É de se estranhar o silêncios destes que sabem muito bem o custo de gerir, atualmente, a maioria dos programas federais diante do atual desenho de nosso pacto federativo e da visão do governo de Dilma Rousseff (PT).

Cadê a Associação dos Municípios Alagoanos repudiando estas ações?

Outro sofrimento: o piso de Atenção Básica, que remunera equipes de saúde e outros profissionais também vai sofrer cortes. Imagine, por exemplo, isto em Maceió que tem uma cobertura extremamente deficitária: 27%. São muitos os desdobramentos negativos na saúde pública. Este é o governo que se diz do povo e pelos mais pobres.

Infelizmente, outras pautas surgiram e acabei só comentando o assunto agora. Mas, é válido fazer. Assim como eu, o deputado federal Marx Beltrão (PMDB) também enxergou esta necessidade.

O parlamentar frisou – no dia 3 de maio, em suas redes sociais – que é “muito triste o corte no orçamento do programa Farmácia Popular e no pagamento da Atenção Básica aos estados anunciado pelo governo federal”.

“A compra de remédios e vacinas e o pagamento a procedimentos de média e alta complexidade a hospitais serão os mais afetados com essa medida absurda. O Farmácia Popular perdeu R$ 315 milhões previstos, enquanto o repasse para o atendimento à saúde básica nos estados terá um déficit de R$ 210 milhões no investimento. É um descaso essa postura do governo federal e atinge diretamente os que mais precisam”, coloca Marx Beltrão.

É justamente isto.

Beltrão ainda complementa: “Cobro do Ministério da Saúde quando ocorre a falta de remédios no sistema público de Alagoas, como a falta de insulina Lantus nos últimos meses. Vamos lutar para que não tenhamos retrocessos no acesso à Saúde”. Quem precisa destes medicamentos e não encontra é que sabe bem o que é isto. 

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