Enquanto o governador Renan Filho assinava, na manhã desta terça-feira (26), no Palácio República dos Palmares a autorização para licitação da nova maternidade de Risco Habitual de Maceió, policiais civis e professores faziam atos pelo Centro de Maceió. Os agentes decidiram manter a greve e os professores fazem uma vigília na porta da Assembleia Legislativa contra o Projeto Escola Livre.

Na porta da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), também no Centro, educadores, estudantes e integrantes de movimentos contrários ao Projeto intitulado como “Escola Livre”, decidiram ficar na frente do prédio para acompanhar a votação do PL e apreciação dos vetos do Executivo, que está previsto para ocorrer na tarde de hoje.

O Projeto de Lei é de autoria do deputado estadual Ricardo Nezinho e acabou gerando grande polêmica por em um de seus pontos sugerir a neutralidade do professor dentro de sala de aula com relação a ideias sobre política, religião e outras ideologias.

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O Sinteal entregou ao deputado um documento elaborado pelos educadores questionando a ideia de imparcialidade proposta pelo projeto.

Com relação ao projeto, o governador Renan Filho pediu bom senso aos deputados na análise do projeto. “Não é um projeto do executivo. É uma pauta da Assembleia e eles [deputados] devem deliberar nos próximos dias. Mas é importante a celeridade e acima de tudo, bom senso no momento de decidir”, afirmou.

Já os policiais civis realizaram uma assembleia na Praça dos Martírios, no Centro, para discutir os rumos da greve deflagrada a alguns dias e que foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça. A categoria afirma que o governo ainda não apresentou uma proposta capaz de atender as reivindicações e decidiram manter a greve.

Os policiais, agentes e escrivães cobram a implantação do piso salarial correspondente a 60% dos vencimentos dos delegados, a revisão do Plano de Cargos e Carreiras, pagamento de risco de vida e insalubridade, melhores condições de trabalho, entre outros pontos.

Questionado sobre a greve da Polícia Civil, o governador Renan Filho disse que está aberto ao diálogo, mas que o governo não tem condições de arcar com os custos da implantação do piso salarial pleiteado pela categoria.

“Estou aberto ao diálogo. Mas, falando abertamente, a polícia civil está atuando de forma inconveniente. A principal pauta deles é 60% dos salários de delegados, que é relativamente alto. Então, num cálculo básico, seria 100% de aumento, o que no atual momento do país, é inviável”, argumentou.