Sessão ocorrida na noite de ontem (18) na Câmara de Vereadores de São Luiz do Quitunde, resultou no afastamento por seis meses do prefeito interino de São Luiz de Quitunde, Jilson Lima. Ele está a frente do município desde novembro quando Eraldo Pedro foi afastado do cargo por determinação da Justiça.
Por 12 votos a 1, os vereadores decidiram condenar Jilson Lima, argumentando infração político-administrativa por ter celebrado um termo de acordo e confissão de divida relacionada ao duodécimo da Casa em janeiro deste ano, e não ter cumprido a missão até agora.
“O prefeito Jilson, não honrou compromisso do atraso do duodécimo do exercício de 2014 e 2015, que teria sido acordado com a Câmara de Vereadores no começo deste ano, que é o de pagar em cinco parcelas de pouco mais de 24 mil reais cada, a partir do dia 31 de janeiro último. O problema é que até agora não foi pago nenhuma parcela, e como se não bastasse o motivo não foi justificado; até porque os repasses do FPM nesse período, pelo o que a gente sabe, foram suficientes para tais pagamentos” disse o presidente da Casa Legislativa, Cléo Mendes, ele que por lei assumirá o compromisso de comandar a Prefeitura, caso a Justiça baseada no que ficou decidido na sessão da Câmara, decrete o afastamento de Jilson Lima.
Prefeito Jilson rebate afirmando que isso é uma conspiração de um grupo de vereadores que busca interesse próprio. “A questão do duodécimo é relacionada à administração do Eraldo Pedro; mas quando eu fiz o compromisso de pagar essa dívida foi na gestão do presidente da Câmara, Edésio Pereira, ele que infelizmente faleceu no final de fevereiro. Aí veja bem; se apertamos para investir em outras prioridades e não surgiu uma ocasião para eu justificar esse atraso, entendendo que a bancada estava sensível ao meu trabalho, que tem sido de pagar os funcionários em dia, inclusive duas folhas que ficaram atrasadas, investimento nas ruas da cidade, recuperação de prédios públicos, além de outras coisas. Portanto, não entendo como esses vereadores agem desse jeito, sem ter piedade da situação vivenciada pela Prefeitura, sobretudo nesse período de crise. Isso é pura demagogia, mas vou me defender argumentando amplamente os meus direitos” disse.
