Ao comentar os últimos acontecimentos envolvendo a delação premiada do senador Delcídio do Amaral e o depoimento prestado hoje à Polícia Federal pelo ex-presidente Lula, Teotonio Vilela Filho (PSDB), ex-governador de Alagoas e presidente estadual do PSDB, afirmou que “Dilma Rousseff não possui mais condições de governar o País e é preciso pensar numa saída institucional para essa situação”.
Vilela falou sobre o assunto nesta sexta-feira, 04, por meio de sua assessoria de Comunicação, enquanto participava de um evento suprapartidário em Arapiraca.
O ex-governador lembrou que o PSDB, em todas as suas instâncias, tem alertado aos brasileiros da farsa que é o governo do PT, principalmente na gestão da presidente Dilma. "Na campanha presidencial de 2014 o senador Aécio, nos debates com Dilma, por várias vezes desmascarou as mentiras dela de que a inflação estava sob controle, que o Brasil estava crescendo, que a economia estava estável", destacou.
Vilela acrescentou ainda que, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Dilma reeleita, Aécio disse à imprensa que perdera a eleição para uma organização criminosa. "Agora o Ministério Público, o Judiciário, através da Lava Jato, escancaram para o Brasil a verdadeira cara do governo petista", frisou.
O deputado federal Pedro Vilela (PSDB), também falou, por meio da assessoria, sobre as denúncias envolvendo o alto escalão do Partido dos Trabalhadores: “Certamente é um dia histórico para o País, com uma demonstração de força e solidez das nossas instituições. Ao que parece estamos vendo o fim do PT, e em breve veremos o fim desse maligno projeto de poder”, disse.
“Mais do que nunca, o momento nos exige determinação, coragem e serenidade para que finalmente consigamos virar essa triste página da história do Brasil”, finalizou Pedro.
Os representantes tucanos na Assembleia Legislativa de Alagoas, Rodrigo Cunha, Bruno Toledo, Gilvan Barros Filho e Edval Gaia ainda não comentaram oficialmente o assunto.
Senado
No Senado, José Agripino (DEM/RN), líder do bloco de oposição, defendeu que a solução para a crise passa pela cassação, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da chapa que elegeu Dilma Rousseff ou pela aprovação do impeachment da presidente no Congresso Nacional.
Já o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB), sugeriu a convocação de novas eleições e disse que todos devem ser respeitados, “desde o mais humilde trabalhador rural a mais alta e graduada autoridade da República”, mas ninguém está imune às investigações.
O senador José Medeiros (PPS/MT) criticou o que classificou de tentativa de vitimização e irresponsabilidade do PT: afirmar que Lula é um preso político.