De acordo com o presidente do Congresso Nacional, o senador Renan Calheiros (PMDB), a vinda do vice-presidente Michel Temer (PMDB) ao Estado de Alagoas, bem como a outras unidades da federação, participando de eventos partidários, tem um objetivo: dar consistência ao partido para disputar a presidência.
Mas seria este plano para 2018 ou o PMDB já se prepara para assumir o comando do país, caso a presidente Dilma Rousseff (PT) venha a ser impedida? O fato é que a cada dia surgem novas denúncias que tornam ainda mais difícil a vida da presidente mais rejeitada da história da recente democracia.
Renan Calheiros nega - com outras palavras, evidentemente - que haja este sentimento de rasteira. Mas, é o PMDB. Vale lembrar que pela primeira vez, o PMDB - que sempre foi acostumado a ser um coadjuvante de luxo em seu eterno jeito governista - quer, como maior partido do país, disputar a presidência.
Esta foi a tônica do mais recente programa do partido na televisão. Mais parecia um opositor em alguns momentos. O senador alagoano - que também se encontra envolvido na Operação Lava Jato, que é um dos motivos do desgaste de Dilma, ao lado da crise econômica - afirma que “é fundamental que o PMDB tenha um projeto de poder e, assim, escolha, dentre seus quadros, alguém que possa patrocinar o partido a levar um alguém à presidência da República. Esse é o propósito de todos”.
Calheiros salienta que este tem sido o objetivo das caravanas das quais Temer tem participado. “A unidade do PMDB objetiva isto: dar consistência a um projeto de poder para que o partido, na presidência da República, ofereça saída para a crise no Brasil”.
O peemedebista ainda falou do convite que o PMDB fez ao senador tucano José Serra. “O Serra é um grande nome da política nacional, mas não pertence ao PMDB. Tem um convite para vir, mas não está decidido ainda”.
E sobre as denúncias da revista IstoÉ, que traz uma suposta delação de Delcídio do Amara (PT)? Renan Calheiros é enfático: “não acompanhei as denúncias”.
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