Em Alagoas para um evento de filiações de novos peemedebistas, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, na noite de hoje, dia 3.
Solícito porém fugidio. É assim que se pode avaliar a postura de Temer ao ser abordado pela imprensa. A primeira pergunta feita ao vice-presidente foi se ele sentia que assumiria a cadeira que hoje pertence a Dilma Rousseff (PT), diante do agravamento da crise.
Michel Temer frisou que só era presidente do PMDB e não do país. De acordo com ele, o momento é de “buscar união”. “É isto que eu estou fazendo neste momento. Fazendo uma caravana da unidade com a participação do governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB) e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB)”, salientou.
Temer afirmou acreditar que o PMDB se encontra unido e negou desentendimentos ou disputas com o senador Renan Calheiros. Classificou Calheiros como “um grande líder”. Nos bastidores, a informação é de que existem três PMDBs: um governista (liderado por Calheiros), um oposicionista e um em cima do muro.
“Essa caravana tem o objetivo de unificar o PMDB, que já está todo unido pelo bem do Brasil, com o apoio do senador Renan Calheiros e de todos”, rebateu. Ainda complementa: “com a crise que estamos vivendo, precisamos unificar para sair deste momento”.
Eduardo Cunha
O vice-presidente também foi indagado sobre a situação de Eduardo Cunha. O presidente da Câmara agora é réu em um dos processos da Lava Jato. A resposta mostra que o PMDB pode até estar unido, mas Cunha não contará com esta união.
Se depender de Temer, será lançado aos leões. “Quanto ao Eduardo Cunha, é uma questão do Judiciário. É uma questão do Congresso Nacional. Não se trata de uma questão do PMDB”. Ué, qual é o partido do presidente da Câmara?
Delcídio do Amaral
Quando o assunto foi a capa da revista IstoÉ - que afirma que o senador petista Delcídio do Amaral fez uma delação-bomba comprometendo o ex-presidente Lula (PT) e a presidente Dilma (PT) - Temer buscou a saída fácil: disse não ter lido as notícias do dia, mas apenas passado os olhos rapidamente nos jornais e na própria IstoÉ.
“Eu acabei de passar os olhos na notícia. Eu não li a matéria da revista por inteiro. Soube que ele emitiu uma nota. O que eu dissesse agora seria mera especulação”, limitou-se.
Candidatura
Michel Temer negou ainda que esteja pensando em ser candidato em 2018. “Em 2018, o PMDB vai ter candidato à presidência da República. O PMDB tem bons nomes para isto. Tem muitas pessoas habilitadas”.
Por fim, ao ser questionado sobre o processo que pode lhe custar o mandato de vice por conta da suspeita de uso de dinheiro sujo na campanha que elegeu Dilma Rousseff (PT), Michel Temer se limitou: “vamos aguardar a decisão do TSE. Nada mais que isto”.
Veja o vídeo de uma parte da rápida entrevista
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