O deputado Pastor João Luiz (DEM) usou a tribuna da Assembleia Legislativa (ALE) na tarde desta quarta-feira, 17, para criticar a saúde pública, que ele classificou de “novela de terror”, em Alagoas e no País. Ele lamentou o fato de há meses alguns hospitais se recusarem a fazer cirurgias eletivas porque não recebem os repasses do governo federal.

 “É o dia inteiro gente atrás da gente. É humilhante você conseguir um atendimento médico só se passar por um vereador ou um deputado. Deveria ter um voto de repúdio dessa Casa o ser humano, no estado terminal, ter que estar nas rádios fazendo vaquinha para pagar cirurgia, comprar remédios, fraldas e medicamentos. Essa é a situação”, desabafou.

O parlamentar citou o caso de um paciente cuja prótese no fêmur saiu do lugar e infeccionou, deixando-o imobilizado há cerca de um ano e meio. “Tentamos a cirurgia em todos os hospitais de Maceió... Tentei até com o deputado federal Marx Beltrão para fazer em Coruripe, mas os médicos foram bem claros: ou estão em férias ou não fazem o procedimento pelo SUS e, enquanto isso, um homem novo está ficando paralítico pela falta de uma cirurgia”.

João Luiz lamentou também o fato de alguns profissionais da imprensa com doenças graves estarem vivendo de “vaquinhas” para poder realizar tratamentos de saúde.

 “Quero deixar minha indignação com um país onde milhares de pessoas têm dinheiro na Suíça, nas Ilhas Cayman, no inferno, em tudo quanto é lugar, e a operação está aí mostrando bilionários e bilionários e doentes fazendo vaquinha para não morrer em cima de uma cama. É indignação ou nojo, seria a palavra certa”.

Em aparte, o deputado Ronaldo Medeiros (PT) disse que há uma crise generalizada na saúde no Brasil e lembrou que os planos de saúde também não estão atendendo seus usuários de forma correta. “Algumas especialidades são necessários meses para marcar uma consulta ou você tem que pagar por fora em cirurgias”, exemplificou.

O deputado Léo Loureiro se solidarizou ao pronunciamento do pastor.