Como já era esperado, este ano eleitoral começará a se definir quando o governador Renan Filho (PMDB) colocar suas cartas na mesa. A reportagem do Cadaminuto Press conseguiu identificar pelo menos dez servidores do primeiro e do segundo escalões com pretensões de candidatura em 2016. A maioria visa o interior do estado, mas o governador prefere não confirmar nada e ainda joga com as peças nos bastidores.

Eleito em 2014, ainda no primeiro turno, o governador Renan Filho aglutinou 17 partidos em sua base e fez maioria esmagadora na Assembleia Legislativa do Estado (ALE). Seu clã, liderado pelo seu pai e presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), está na crista da onda política em Alagoas. E o apoio do governador já está sendo disputado por pretensos candidatos a prefeitos e vereadores.

No entanto, muitos acreditam que a forma como o governador vem conduzindo suas alianças políticas tem beneficiado mais adversários que aliados, o que pode “encarecer” apoios para 2016.

Até o momento não há articulação explícita do Palácio visando as próximas eleições municipais, o que pode indicar falta de interesse do governador. Mas também pode ser um sinal de que o senador Renan Calheiros esteja à frente das discussões sobre composições e nomes para as disputas nos 102 municípios alagoanos.

Sabe-se que a ideia é de que haja o maior número de unificações de forças políticas antagônicas por todo o estado, isto porque este será um ano de contenção de despesas nas campanhas eleitorais, em face da crise e, talvez principalmente, porque o financiamento de campanha esteja cada vez mais na mira do Ministério Público e da Polícia Federal. Visto que, há décadas, toda campanha só funciona com muito dinheiro, principalmente no dia do voto.

Apesar de o PMDB ser o partido com maior número de prefeitos eleitos em 2012 – no comando de 25 Prefeituras –, e pretender ampliar este número para cerca de 40, a sigla não tem certeza de que qualquer membro do primeiro escalão do governo estadual seja capaz de vencer facilmente sequer uma eleição para vereador em qualquer município do interior.

Bola dividida

O secretário adjunto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Edilson Ramos, é um exemplo de que não há facilidades no fechamento de alianças na base do governo. Ele revelou que pretende ser candidato a prefeito de São José da Tapera, mas que as conversas ainda estão ocorrendo e que ninguém sabe ainda quem o governador irá apoiar. Para ele tudo pode acontecer até 2 de abril, prazo final para desincompatibilização e filiações partidárias, e que até lá nada estará muito claro ainda.

Ramos é filiado ao PSD e diz que conta com o apoio do senador Fernando Collor (PTB), do deputado federal Marx Beltrão e de Joaquim Beltrão, prefeito de Coruripe, ambos do PMDB. O secretário reconhece que a situação do governador em São José da Tapera é complicada, pois, assim como ele, o grupo do atual prefeito também o apoiou.

Renan Filho, além de Ramos, pode apoiar também o ex-prefeito Zé Antonio (PSB) ou o atual vice-prefeito Suelinton (PMDB), mas Ramos aposta no serviço que tem prestado junto à Semarh para conquistar o apoio do governador e dos eleitores da região. “A gente tem experiência de vida, já fizemos muitos trabalhos no município, construímos essa carreira”, e completa com “o conjunto de ações da secretaria”.

Uma das principais ações de sua secretaria é a perfuração de poços artesianos, o que não região do sertão é primordial para aqueles moradores. Só em 2015 foram licitadas a perfuração de 400 poços, sendo que 240 foram para o sertão, cidades como: São José da Tapera, Olho d’Água das Flores, Santana do Ipanema, Major Isidoro, Pão de Açúcar, Carneiros e outras.

 

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