A saída para a crise é continuar cortando na carne. Essa é a visão do governador Renan Filho, que afirmou na manhã desta quarta-feira (03), que mesmo o governo do Estado tendo margem para empréstimos com a União, não pretende colocar essa possibilidade como solução para a crise financeira que assola o país.
Renan Filho esteve no início da semana em Brasília para tratar do alongamento da dívida pública de Alagoas, mas também abordou a questão de empréstimo, tema que não coloca como prioridade, apesar da crise.
“O Estado tem uma boa margem, mas essa situação de empréstimo é demorada. Por exemplo, a prefeitura de Maceió espera há anos por uma liberação. Por isso eu não pretendo focar, depender de empréstimo. Vamos seguir apertados, mas sobrevivendo. O governador que pensar em esperar por empréstimo, corre um grande risco”, disse.
Segundo o gestor, a medida principal será continuar cortando gastos e ampliar o debate sobre o alongamento da dívida pública. “Conversamos com o ministro Nelson Barbosa e ele acenou com a possibilidade de alongamento da nossa dívida. Além disso, ele gostou da proposta do secretário George Santoro, referente ao excedente desse alongamento, ser aplicado na infraestrutura e demais setores que demandam recursos no Estado”, afirmou.
Duodécimo
A crise financeira pode forçar o governador Renan Filho a prolongar a discussão sobre o duodécimo dos poderes. O líder do executivo estadual afirmou não ter pressa e aponta para uma negociação difícil.
Renan Filho deixou claro que a negociação segue, mas tem conversado com os representantes legislativo e judiciário para realizarem o “dever de casa”. “Não é uma negociação fácil. Tenho tentado mostrar aos representantes de Assembleia e Tribunal de Justiça por exemplo, que é fundamental fazer o dever de casa, seguir cortando gastos”, disse.
Sobre um prazo para anunciar e sancionar o duodécimo, o governador foi taxativo. “Não tenho pressa. Estamos conversando”, concluiu.
