É muito comum o investidor leigo – infelizmente ainda a grande maioria da população – ficar na dúvida na hora de fazer algum investimento que busque rentabilidade superior à caderneta de poupança.
Mais comum ainda é confiar na indicação do gerente do banco, que provavelmente está buscando bater a meta dele, oferecendo investimentos que nem sempre são vantajosos para o cliente, de acordo com seu perfil e necessidade.
Uma das coisas que o investidor deve saber quando for efetuar uma aplicação são os juros que ele receberá ao final do período. Esses juros podem ser prefixados ou pós-fixados.
Juro PREFIXADO
A taxa é pactuada no momento da contratação. Isso significa que o investidor já está sabendo – ou deveria estar – quanto irá receber ao final, na hora de resgatar.
No Tesouro Direto, por exemplo, você pode contratar o Tesouro Prefixado 2018 com resgate em 01/01/2018 e taxa prefixada de 15,95% ao ano – considerando a data em que escrevo esse artigo: 07/12/2015. Lembro que você pode contratar o Tesouro Direto tanto através do seu banco como por uma corretora – particularmente recomendo através de uma corretora, e já explicamos os motivos aqui no blog, basta clicar aqui para ler.
Juro PÓS-FIXADO
Quando você investe nessa modalidade, só saberá ao final quanto irá receber.
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI), remuneram na modalidade pós-fixada. No Tesouro Direto também existem títulos nessa modalidade: o Tesouro SELIC remunera os investimentos de acordo com a Taxa SELIC da economia, acompanhando sua variação.
Outro exemplo é o Tesouro IPCA+, que na verdade combina uma taxa de juro prefixada acrescida da variação do IPCA no período. É muito simples de entender: digamos que você aplique R$ 1.000,00 no Tesouro IPCA+ 2019, que nada data de hoje (07/12/2015) está remunerando a variação do IPCA do período acrescida da taxa de 7,36%aa. Na data do vencimento do título (15/05/2019), irá receber o capital aplicado, acrescido da variação do IPCA em todo o período e ainda uma taxa de juros de 7,36%aa.
Mas qual escolher? Prefixado ou Pós-fixado?
Depende! Vai depender muito da situação da economia do país em determinado momento. Isso porque em geral as aplicações utilizam como referencial a Taxa SELIC para remunerar os investidores.
Então quer dizer se a SELIC estiver em tendência de alta, será mais rentável financeiramente efetuar aplicações com taxas de juros pós-fixadas. Porém, caso a SELIC esteja em trajetória de baixa, aconselha-se efetuar aplicações na modalidade prefixada.
De toda forma é sempre importante lembrar: não existe verdade absoluta. O que é bom para um investidor, pode não ser bom para outro. Daí a importância da educação financeira: procurar conhecer onde colocar seu suado dinheiro, de maneira que ele possa render mais.
Até a próxima.
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