O afastamento e o posterior retorno, por decisão judicial, da diretoria da Federação do Comércio, Bens e Serviços e Turismo (Fecomércio), Sesc e Senac em Alagoas, repercutiu na sessão desta terça-feira, 24, na Assembleia Legislativa. Vários deputados usaram a tribuna para defender o presidente da entidade, Wilton Malta.

Primeiro a falar, Ricardo Nezinho (PMDB) parabenizou o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Washington Luiz Damasceno, pela liminar tornando sem efeito a decisão da juíza da 6ª Vara Cível da Capital, Maria Valéria Lins Calheiros, e determinando o retorno de Malta à presidência.

O parlamentar enumerou as atividades realizadas e até premiações recebidas pela gestão de Malta e destacou que Fecomércio, Sesc e Senac têm contas constantemente auditadas e aprovadas.

 “Wilton Malta é um homem probo. Conheço-o profundamente. É simples e acima de tudo tem zelo no trato com a coisa pública. Arapiraquense que toda a vida agiu com retidão”, frisou Nezinho.

Em aparte, Rodrigo Cunha (PSDB) também elogiou o modelo de gestão do empresário e defendeu uma melhor apuração dos fatos, “no momento em que a Fecomérico é uma das maiores defensoras do comércio, que está em situação de muita dificuldade”.

Também em aparte, Tarcizo Freire levantou a possibilidade de a decisão pelo afastamento ter outras motivações: “Talvez seja picuinha política... Algum tipo de ciúme, aí denigre a imagem de homem de bem. Até que se prove o contrário, Wilton Malta é um homem de bem. Não há nada que desabone sua conduta”, frisou.

Edival Gaia (PSDB) e Ronaldo Medeiros (PT) também se solidarizaram ao pronunciamento de Nezinho.

Afastamento e retorno

Na quarta-feira passada, a diretoria do Sistema Fecomércio, foi afastada por determinação da juíza da 6ª Vara Cível da Capital, Maria Valéria Lins Calheiros, que também nomeou o advogado José Lages Júnior como interventor.

A magistrada concedeu liminar com antecipação de tutela em Ação Popular proposta por Hudson Cavalcante Medeiros, vice-presidente do Sindicato de Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sincofarma), que acusa a atual diretoria de desvio de recursos, pagamento irregular de diárias e fraude eleitoral para prorrogação de mandato.

Em caráter liminar, o desembargador Washington Luiz determinou, no domingo (22), o retorno da diretoria da entidade.