Durante a sessão desta quarta-feira, 11, o deputado Pastor João Luiz (DEM), repercutiu a nota emitida ontem pela Arquidiocese de Maceió em repúdio a utilização da estrutura do Papódromo para realização de um evento evangélico no domingo, 08, e pediu desculpas, em nome dos evangélicos, pelo ocorrido.

Na nota, o arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz, e o padre Augusto Jorge Pessoa, reitor do Santuário da Divina Misericórdia São João Paulo II, classificaram de “desrespeitosa” a utilização, sem autorização da Igreja, da área da Arquidiocese de Maceió.

“Primeiro, faço uma defesa de Dom Antônio Muniz, porque o Papódromo, como todos sabemos, ficou abandonado mais de 20 anos, servia de depósito de lixo, local para drogas, bandidagem e ninguém jamais quis gastar dinheiro para recuperá-lo, nem mesmo os governos que passaram. A igreja reconstruiu o Papódromo. Temos que dar honra a quem merece honra.”, afirmou o Pastor, elogiando o trabalho feito pela Igreja Católica para recuperar o local.

O parlamentar disse não saber qual a denominação evangélica que utilizou o espaço sem a autorização da igreja, responsável pela área, mediante comodato com o governo, mas defendeu que o grupo talvez não soubesse que hoje, o papódromo pertence a Arquidiocese de Maceió.

“Se os evangélicos tivessem conversado talvez tivessem conseguido o espaço, mas o que vejo aqui é uma confusão de informações e eu gostaria aqui de ser uma espécie de juiz... Entendo a indignação do arcebispo, eu também não gostaria que minha igreja fosse invadida pela igreja católica, mas acho que a nota de repúdio é muito pesada, porque cria um separatismo que hoje não existe: igreja católica e evangélica são igrejas amigas, que pregam a mesma doutrina, com algumas diferenças”, pontuou o deputado.

Em seguida, João Luiz pediu, em nome dos evangélicos, desculpas pelo acontecido e voltou a frisar que, o grupo que utilizou o espaço, o fez sem a informação devida e não para afrontar. “Ocorreu um pequeno entrevero. Se houve erro, que os evanglélicos se desculpem, mas não creio que houve algo danoso. Em nome dos evangélicos, peço a Igreja Católica que isso passe e a paz continue”, apelou.

Em aparte, o deputado Léo Loureiro disse acreditar que pode ter havido um mal-entendido por parte da Prefeitura de Maceió ou do núcleo evangélico e ressaltou o trabalho realizado pela igreja católica no local.