As denúncias exibidas neste domingo (08) pelo Fantástico sobre o prefeito de Tanque D’Arca, Antônio Teixeira de Almeida (PMN), foram tema de uma reportagem do CadaMinuto Press, em setembro deste ano, que abordou um ciclo de denúncias de corrupção e foi além contando detalhes de outras irregularidades cometidas na administração municipal.
Na reportagem exibida ontem, Antônio Teixeira aparece colocando R$ 15 mil nos bolsos e nas meias, recebidos de uma construtora contratada pelo município. Outro gestor alagoano que apareceu na reportagem foi o de São Luís do Quitunde, Eraldo Pedro (PMDB), que cobrava propina mensal de R$ 4 mil de um empresário da cidade.
Sobre o caso de Tanque D’Arca, as irregularidades vão além das que o programa da Rede Globo exibiu. Na reportagem do CadaMinuto Press, a jornalista Candice Almeida mostra que além da disputa política na cidade, há irregularidades na folha de pagamento, onde curiosamente um pedreiro possui um salário superior ao de um engenheiro, a existência de funcionários fantasmas e a manutenção do pagamento dos salários de dois prefeitos e um vice afastados.
Leia mais: Tanque D’Arca vive ciclo vicioso de denúncias e corrupção
Outra denúncia que o prefeito Antonio Texeira já tinha conhecimento e que está sob investigação do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) de suposto pedido de propina. As denúncias dão conta de que, para realizar uma obra para o município de Tanque D’Arca, a empresa precisa não só vencer a licitação, mas também repassar um percentual para o prefeito, a título de propina.
A denúncia aponta que “inicialmente era cobrada uma comissão de 10% do valor total das obras de calçamento de acesso a Serra do Cruzeiro e serviços de limpeza urbana realizadas no município. Meses depois, o prefeito passou a exigir 30%”. Mas, aparentemente, a empresa não concordou em repassar os valores e procurou o Gecoc.
