Decidir mudar de vida não é fácil pra ninguém. Ainda mais quando você decide recomeçar uma atividade que deixou em segundo plano por conta da política partidária, a engenharia. Tais decisões, no entanto, são tomadas antes, mas elas só são colocadas em prática após a decepção de uma derrota.
A derrota na eleição para deputado estadual, no ano passado, fez o engenheiro Alberto Sextafeira decidir parar de fazer política tendo como objetivo a conquista de votos. Para tanto, também ouviu a família.
Mas foi fundamental a morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB), também no ano passado. Sextafeira, desde quando o conheceu em 1994 quando disputou a Prefeitura de Maceió pela sigla, construiu com Campos uma relação que foi além da política, que é a amizade e admiração.
Portanto, Sextafeira não vai disputar o mandato de vereador nem qualquer outro, embora continue filiado ao PSB. No máximo tem dado conselhos eleitorais a quem o procura sobre a disputa do ano que vem. Mas a política objetivando a conquista de eleitores ficou no passado, nos 30 anos de história construída nesse ramo.
De fato, a política como ciência que nos é ensinada nos livros e nas escolas é totalmente diferente da realidade. A ciência vê a atividade como caminho para fazer o bem, melhorar as condições de vida da sociedade, a busca pelo entendimento e satisfação da maioria sem, no entanto, abandonar as minorias.
Já a política atual é como ter uma piscina em casa. É que depois de certo tempo elas servem apenas para agradar amigos e vizinhos. Porque a política atual e real virou profissão, apenas união de interesses, na maioria dos casos, entre os próprios políticos e entre o político e os eleitores.