Com o cancelamento da vinda da presidente Dilma Rousseff (PT) a Alagoas, onde participaria da inauguração de um trecho do Canal do Sertão, o protesto organizado pelos prefeitos para essa sexta-feira, 18, dia “D” da mobilização, será mais silencioso e terá como palcos a sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e o Palácio República dos Palmares.
A perspectiva era que os gestores realizassem um ato público, mas os planos mudaram devido à ausência da presidente.
Desde o começo da semana, várias prefeituras fecharam as portas, mantendo apenas serviços essenciais, em protesto pela crise econômica enfrentada pelos municípios, agravada com a queda de 38% no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) este mês.
Segundo informou a assessoria de Comunicação da AMA, os gestores irão se reunir pela manhã na entidade, para um balanço do movimento e para elaborar um documento que será entregue ao governador Renan Filho (PMDB) e ao líder da bancada federal, deputado Ronaldo Lessa (PDT).
A entrega do texto, contendo os ajustes realizados e as reivindicações propostas pelos prefeitos, está marcada para as 15h. Após o encontro, que deve ocorrer a portas fechadas, o documento será divulgado à população.
A mobilização acontece, paralelamente, em quase todos os estados brasileiros, por meio de suas respectivas entidades municipalistas. Na pauta dos prefeitos estão, entre outros pontos: a cobrança de R$ 35 bilhões de Restos a Pagar devidos pela União aos Municípios; revisão do financiamento de programas federais e das isenções em tributos que compõem o FPM, principal fonte de financiamento dos governos municipais.
