Nesta sexta-feira (4), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal denúncias contra o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e o pai dele, o senador Benedito de Lira (PP-AL). Eles são acusados de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.
O procurador-geral da República pede a condenação dos dois pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Agora, cabe ao STF decidir se aceita ou não as denúncias.
A defesa do deputado Arthur Lira argumentou que ainda não teve acesso ao documento enviado por Janot ao STF, mas contestou a acusação sobre existência de indícios de irregularidades nas contas eleitorais do deputado. O senador Benedito de Lira voltou a negar envolvimento com o esquema e afirmou que ainda não foi notificado.
A Polícia Federal indiciou no dia 1º de setembro o deputado Arthur Lira (PP-AL), e seu pai, o senador Benedito de Lira (OO-AL), por suspeita de corrupção passiva em um dos inquéritos da operação Lava Jato. O relatório da investigação sobre os dois parlamentares foi entregue na segunda-feira (31) ao STF.
De acordo com o documento entregue ao Supremo, os dois acusados tiveram dívidas de campanhas eleitorais pagas pelo doleiro Alberto Youssef e receberam propina em doações oficiais oriundas do esquema de corrupção na Petrobras.
Em nota, a asessoria do senador Benedito de Lira disse que o parlamentar possui consicência de que doação de campanha não é crime. "Sempre esteve prevista na legislação eleitoral", afirma um trecho.
Já o deputado Arthur Lira esclareceu que seus advogados não foram notificados. Ele ainda diz que não teve acesso ao documento enviado pelo Procurador Geral da República do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Não há qualquer ilegalidade nas contas de campanha do deputado, o que será demonstrado mais uma vez".
*com Jornal do Brasil










