A Rede Sustentabilidade, legenda partidária que Marina Silva tenta fundar no país, está mais perto do que longe de ser legalizada.
Semana passada obteve parecer favorável da Procuradoria Geral Eleitoral para a sua criação.
A expectativa é de que o Tribunal Superior Eleitoral julgue o processo no início deste mês de setembro.
A coordenação nacional da Rede espera que a legenda seja liberada para participar da eleição do ano que vem, confia Bazileu Margarido, um dos coordenadores.
O novo pedido de registro da Rede foi entregue no dia 28 de maio ao TSE.
Junto com essa solicitação, o partido encaminhou mais 56.128 assinaturas, recolhidas durante as campanhas de coleta realizadas desde o início de 2015, por meio dos mutirões de Verão e de Carnaval e através da mobilização da militância.
Essas fichas, que haviam sido certificadas pelos cartórios eleitorais do país, se somarão às 442.524 já reconhecidas pela Justiça Eleitoral.
Ou seja, o caminho foi feito.
A duras penas, como diz Margarido.
Em Alagoas, a Rede tem a benção da vereadora Heloísa Helena, do PSOL.
Heloísa tem ajudado Marina Silva e os coordenadores da Rede no processo de criação da nova legenda.
Mas, mesmo com a Rede legalizada e pronta para as eleições de 2016, e podendo migrar para o novo partido sem problemas judiciais com o PSOL, Heloísa Helena deve ficar fora, como candidata, da próxima disputa eleitoral.
O que não significa que a vereadora amarrou as chuteiras da vida política.
É aguardar 2018.
Ou, mais perto, as candidaturas em Maceió e no interior que Heloísa Helena abraçará, já pela Rede Sustentabilidade, no próximo ano.
