As mudanças na administração estadual previstas pela Lei Delegada 47 já iniciam com a exoneração de todos os servidores comissionados do Estado. Porém o governador Renan Filho disse nesta segunda-feira (31) que os servidores serão recontratados e a medida não implica em impactos financeiros.

A expectativa era para que a relação com a exoneração saísse na edição de hoje do Diário Oficial do Estado, mas o Executivo garantiu para amanhã a lista e as demais medidas.

Segundo o governador, a medida faz parte da reforma administrativa e que não há previsão de redução no quadro de pessoal. “As reduções já foram feitas com a extinção de cargos e isso não trará impactos financeiros”, garantiu.

O secretário de Estado de Planejamento, Gestão e Patrimônio, Christian Teixeira, também destacou que a medida não trará reduções nem outras alterações nos cofres do estado. De forma breve, ele confirmou a lista no Diário Oficial desta terça-feira (01).

Escolas integrais pelo Estado

Ao lado do secretário de Educação e vice-governador, Luciano Barbosa, Renan Filho anunciou as 13 novas escolas que irão atuar em regime de tempo integral. Maceió ganhará duas novas unidades, localizadas nos bairros do Vergel e Tabuleiro e a estimativa é que ao todo mais de 20 mil alunos sejam beneficiados.

Arapiraca, Delmiro Gouveia, Matriz do Camaragibe, Palmeira dos Índios, Teotonio Vilela, Santana do Ipanema, São José da Tapera, Rio Largo, Penedo, União dos Palmares e Viçosa receberão as unidades por concentrarem as Coordenadorias Regionais de Educação (CRE), um dos critérios para a escolha.

As escolas irão funcionar pela manhã com o ensino regular, almoço e no período da tarde atividades esportivas e cursos profissionalizantes. A proposta das escolas de tempo integral é a oferta de ensino médio integrado à educação profissional, a partir da estruturação de ambientes por área do conhecimento, onde a dinâmica e o processo de ensino-aprendizagem são construídos entre a turma e o professor, sempre com o olhar voltado tanto para o mercado como para a formação acadêmica. 

Servidores em greve

Questionado sobre a continuidade da greve dos servidores da educação, o governador se mostrou irredutível a possibilidade de um novo reajuste e criticou a paralisação. "As escolas não stão paradas. A parcela que está em greve é pequena. Sobre reajustes, posso dizer que o último que fizemos, foi maior que a inflação do ano passado, que era de 6.4% e nós concecemos 7%. mas, agora, não podemos dar um aumento que o Estado não tem condições. Se eles (servidores) acham que o caminho para resolver essa situação é a greve, permita-me discordar", concluiu.

Os servidores da Educação pleiteiam um reajuste salarial de 13%, além de outras reinvindicações. O governo ofereceu 7% de aumento, que foi rejeitado pela categoria.