Os protestos de ontem no país não foram iguais aos de março e abril deste ano.
Agora, houve foco no impeachment da presidente Dilma e trouxeram às ruas, pela primeira vez, o ex-presidente Lula como vilão.
As menções ao impeachment da presidente estavam na grande maioria das faixas, cartazes, camisas, bandeiras e com facilidade em palavras de ordem, depoimentos e discursos dos manifestantes.
O Palácio do Planalto e o PT não podem ignorar o 16 de agosto.
A insatisfação com a presidente Dilma e o governo do PT não é discurso eleitoreiro de campanha política.
Nem está apenas na boca da Oposição ao Planalto.
Quem foi ontem protestar tinha como motivação a crise na economia, o descontrole da inflação, a Lava Jato, o aparelhamento petista no estado brasileiro.
As manifestações de domingo levaram mais pessoas às ruas do que as de abril e menos do que as de março.
Mas diferente das demais, a leitura estava clara.
As ruas brasileiras foram unânimes em exigir a saída de Dilma da presidência do Brasil.
Há menos de um mês, o Instituto Datafolha divulgou pesquisa constatando que 66% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de Dilma.
O que vimos ontem nada mais foi do que a confirmação desse fato.
Os protestos aconteceram em todos os estados brasileiros e em 11 países.
A presidente Dilma mandou dizer à Nação que viu as manifestações dentro da normalidade. De fato, foram. O que não é normal no país é o assombro diário da corrupção entalada no governo petista.
Na Petrobras, no setor elétrico e certamente no BNDES.
Que o diga a Lava Jato.
E não adianta a argumentação de que a corrupção é histórica, não nasceu com o PT no governo.
Não há nenhuma lei que diga que se um crime cometido no passado ficou impune, todos os outros no futuro devem ficar.
