Movimentos que defendem o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República voltaram às ruas neste domingo (16) nas principais cidades do Brasil. Não diferente, em Maceió, cerca de oito mil pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram da manifestação, que aconteceu na orla da cidade.
O primeiro protesto aconteceu em março e reuniu mais de 10 mil pessoas, o segundo, há quatro meses, conseguiu reunir cerca de 4 mil.
Com cartazes, faixas nas cores verde e amarela, além de dois trios elétricos, os manifestantes caminharam pela Avenida Álvaro Otacílio, na orla de Jatiúca, com gritos e frases de efeito pedindo o fim da corrupção, a saída da chefe do Executivo Federal e a prisão de todos os envolvidos nos crimes investigados pela operação Lava Jato.
O estudante Islanio Rodrigo, do Instituto Liberal de Alagoas, acredita que esse terceiro protesto servirá para que a sociedade entenda o momento negativo que o Brasil, segundo ele, está passando.
“Nossa expectativa é de mais de 10 mil pessoas. Aos poucos, as pessoas vão aderindo ao movimento e começam a despertar para a possibilidade de mudar o país,” diz.
O advogado Joatas Lins, de 70 anos, montado em seu cavalo, estava com uma faixa em inglês onde pedia a intervenção militar no país. Para ele, os três poderes precisam ser destituídos.
“Eu não acredito na saída somente da Dilma para mudar. Eu quero mesmo é que os militares voltem ao poder, só assim esse país terá realmente ordem e progresso", diz.
De acordo com o tenente-coronel Marcos Sampaio, comandante do Policiamento da Capital, 80 policiais fazem a segurança no trecho da orla da capital que recebe o protesto nesta manhã. São 21 viaturas e nove motos, além de 10 conjuntos do Regimento de Policiamento Montado e da aeronave do Grupamento Aéreo da SSP.
*Colaboradora





