O presidente da CUT, Vagner Freitas, deu a deixa para Aécio Neves.

O sindicalista incitou, sim, os movimentos sociais a irem às ruas, entrincheirados com armas na mão para defender o mandato da presidente Dilma Rousseff.

Fala de Freitas: "Somos defensores da unidade nacional, de um projeto nacional. Isso significa ir para as ruas, entrincheirados, com armas na mão, se tentarem derrubar a presidenta Dilma"

Não adianta recuar depois da besteira dita e tentar tapar o sol com a peneira.

Dizer agora que se referia a atos públicos e greves no país não ajuda a minimizar coisíssima alguma.

O problema é que o PT e seus seguidores confundem o partido com a democracia e Lula e Dilma com o Brasil.

Uma coisa é defender a democracia e o país, outra, é defender o PT e os governos de Lula e Dilma.

Nem a CUT, nem o PT, podem dizer que o partido, Lula e Dilma estão distantes da corrupção na Petrobras.

Petistas presos, petistas investigados, petistas já pronunciados como réus, dinheiro do petrolão em campanhas eleitorais do PT e de seus aliados, mensalão petista, não há como negar o óbvio.

Agora, a Lava Jato interceptou uma ligação telefônica entre o diretor da Odebrecht Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e o ex-presidente Lula. Na pauta, ambos mostraram preocupações com “assuntos BNDES”.

O banco, no governo de Lula, financiou várias obras da Odebrecht no Brasil e em países como Cuba, por exemplo.

Não é golpe nem atentado à democracia a investigação, como não é golpe, nem atentado à democracia se punir responsáveis pela indecência pública na política brasileira.

Ao contrário.

A CUT deveria incitar os movimentos sociais a aplaudir as investigações e a fiscalizar para que não haja nem excessos contra, nem facilidades a favor.

Atentado à democracia e ao país é a corrupção.

O que o Brasil precisa e rápido, não é de uma guerra nas ruas, nem de discurso intolerante, mas ser passado a limpo, definitivamente.

Aécio aproveitou a deixa de Vagner e anda por aí de Constituição na mão.

Ontem, aqui em Maceió, fez o discurso da ordem e da legalidade.

E espezinhou, com propriedade, os adversários do PT.