A família do jovem Davi Silva e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Alagoas, receberam a imprensa na manhã desta sexta-feira (14) para uma coletiva, na qual foram prestados esclarecimentos sobre o corpo encontrado e que pode ser adolescente, desaparecido há quase um ano. A mãe, Maria José da Silva, afirma ter reconhecido o filho pela roupa e partes do corpo.

O corpo que foi encontrado no último sábado, em um terreno no Conjunto José Tenório, no bairro da Serraria, foi visto pela família através de fotografias. A mãe do jovem, afirma ter reconhecido o filho em vários detalhes.

“Logo que vi, a roupa era dele. Olhei tudo, reconheci também os pés dele, estavam inteiros ainda, as pernas dele, que eram gordinhas e ainda tinha parte das nádegas. Era meu filho”, afirmou Dona Maria José, que segue pedindo justiça. “Todo mundo sabe que meu filho era inocente. Não devia nada a ninguém e acabou dessa forma”, lamentou.

A confirmação oficial se o corpo encontrado era de Davi da Silva, depende da análise que a Perícia Oficial do Estado e o Instituto Médico Legal (IML) irão realizar. Pela ordem, serão feitos os reconhecimentos para identificação, através da digital, depois pela arcada dentária e em último caso, o exame de DNA. O primeiro exame, de netropapiloscopia, foi realizado a a identidade não pôde ser confirmada.

Primo da vítima, Magno Francisco afirma que o fato pode dar um novo rumo ao caso. “É um fato novo que pode fechar um ciclo que desde o início estamos cobrando. Foi um crime bárbaro, que não pode ficar impune. Existem alguns detalhes que precisam ser investigados, já que, um ano após o crime, o corpo ainda parecia ter sido desovado há menos tempo. Queremos a justiça e paralelamente, fazer um funeral digno, tanto para ele, quanto em respeito a família”, pontou.

Presente na coletiva, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Daniel Nunes, afirmou que este novo fato reforça o objetivo de fiscalizar o caso. “Desde o começo nós cobramos, porque sabíamos que tinha algo de errado. Fizemos um ato, tornamos essa caso um marco, que seria de interesse federal inclusive e agora com esse corpo encontrado, seja ou não do Davi, vamos acompanhar de perto. Lutamos por justiça, mas também nos preocupamos com o controle da ação policial em Alagoas. Isso precisa mudar”, finalizou.