Em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira, 10, os servidores da Educação Estadual decidiram pela manutenção da greve, apesar da decisão judicial determinando o retorno imediato às atividades. A paralisação, que completa um mês no próximo final de semana, foi considerada abusiva na semana passada, pelo desembargador Fábio José Bittencourt, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Consuelo Correia, disse ao CadaMinuto que a entidade já está recorrendo da determinação – onde é estipulada uma multa diária no valor de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Ela contou que a agenda do movimento prossegue normalmente essa semana, com a realização de um ato amanhã no município de Delmiro Gouveia e de uma reunião com as lideranças na quarta-feira, 12, quando será elaborada uma nova pauta de atividades.

Por enquanto ainda não há reunião agendada entre os servidores da Educação e o governo do Estado. “Esperamos que o governador escute a categoria, tendo em vista que o percentual oferecido não atende as nossas expectativas. Sabemos que é possível conceder um reajuste maior, até por conta dos recursos do Fundeb, que serão rateados no final do ano”, destacou Consuelo.

Os servidores da Educação pleiteiam um reajuste salarial de 13%, além de outras reinvidicações. O governo ofereceu 7% de aumento, que foi rejeitado pela categoria. 

Após a assembleia de hoje, os servidores seguiram em caminhada até da Praça D Pedro II até o Palácio República dos Palmares, onde foi realizado um ato que durou até às 14h.