Após várias reuniões, o impasse entre servidores público e o Governo do Estado permanece em relação ao reajuste salarial. Nesta sexta-feira, 07, mais uma mediação realizada pelo Poder Judiciário terminou sem consenso. Por meio da assessoria do Tribunal de Justiça (TJ/AL), o desembargador Washington Luiz disse que o Governo do Estado reafirmou não ter condições de dar um aumento superior a 5%.

Ainda segundo o presidente do TJ/AL, o secretário da Fazenda, George Santoro, disse ter participado, nos últimos dias, de um encontro com outros secretários da Fazenda, em Fortaleza, onde constatou que, devido a situação do país, diversos estados não tinham concedido nenhuma porcentagem de aumento salarial.

Rilda Alves, presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT-AL), destacou o papel do Judiciário na tentativa de um acordo e explicou que os servidores deverão se reunir com suas bases sindicais para discutir quais medidas poderão adotar. “Diante da resistência do Governo, nós vamos continuar na luta porque acreditamos que é uma reivindicação legal”, disse.

Os servidores pedem o reajuste mínimo de 6,41%, que é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Governo de Alagoas oferece um 5% para todas as categorias, exceto da Educação que teria um aumento de 7%. O governo já afirmou, em outras ocasiões, que esse percentual é o máximo que poderá oferecer em 2015.

Informações de bastidores dão conta que a proposta, inclusive, seria encaminhada nos próximos dias para apreciação da Assembleia Legislativa, o que não foi confirmado oficialmente.