Enquanto ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se assombram com o histórico de provas já identificadas no avançar das investigações do esquema do petrolão, o caso de corrupção que volta a colocar a classe política alagoana no foco da mídia negativa nacional desperta reações curiosas na sociedade alagoana. De um lado um parcela da população envergonhada torce para que nossos representantes no Congresso Nacional sejam encarcerados e chutados de seus cargos. Do outro, a elite política alagoana e seus vassalos tentam difundir um terrorismo sem sentido.
O terrorismo consiste no argumento de que Alagoas deve parar, se tornar caótica, sem apoio de Brasília, sem recursos para projetos e políticas públicas, se a justiça cassar os parlamentares sob suspeita de envolvimento no esquema de corrupção investigado pelas diversas vertentes da Operação Lava Jato – os senadores Fernando Collor (PTB), Renan Calheiros (PMDB), Benedito de Lira (PP) e o deputado federal Arthur Lira (PP).
Tais políticos não deveriam temer a ausência de apuração das denúncias e suspeitas contra suas práticas no exercício do mandato. Se não devem, nenhuma a apuração faria um rato parir uma montanha, diante de uma cobertura tão intensa da imprensa. Ao final das investigações, todos se reconfortariam com uma eventual inocência.
Porém, na política é assim: pouco importa o desgaste político intenso, se a inocência chegar apressada. Seja uma inocência genuína, na forma de uma total ausência de provas, ou seja uma “inocência” convertida pela ausência de julgamento, pela impunidade ou pela lentidão da justiça.
O ritmo com que a Lava Jato avança, com a Polícia Federal sendo apoiada e supervisionada pelas instâncias máximas do Ministério Público e do Judiciário, não dá margem para discursos e manobras políticas eficazes para sustar este processo. Neste contexto, quem prioriza conchavos e trambiques, não teria outra atitude senão atacar as instituições.
Apontar prenúncios irreais de “golpe contra a democracia” foi uma saída utilizada à época do julgamento do mensalão. Tal método não surtiu efeito e parece ser inútil diante da velocidade das apurações do petrolão.
Com verborragia sangrando escrotices contra as o Estado Democrático de Direito para beneficiar a elite política de Alagoas e do Brasil com uma falsa inocência inata, os intitulados “guerrilheiros ideológicos” nascidos de um PT fraudado pelo que há de mais podre no poder parecem estar dispostos a se vestirem de homens-bomba para explodir os rumos do que pode restar de futuro para a população pobre e analfabeta de Alagoas.
Destroçada segue Alagoas, há tempos, e não é pelos efeitos da seca, nem das enchentes de 2010. O terror é nutrido há décadas, pelo que nossa elite política constrói, com o apoio do poder econômico, da parcela de uma sociedade corrompida e do eleitor, nesta sequência.
Que o juízo final chegue logo pela espada de Têmis, a deusa da Justiça, para banir quem implode a autoestima do alagoano e incentivar quem deseja ver esta terra livre da injustiça social. Pois, terror por terror, Alagoas já vive, ao servir de objeto para donos de mandatos alcançar seus objetivos pessoais e relegar as necessidades básicas dos alagoanos a último plano.
