Atualizada às 11h 38
Integrantes de vários movimentos de trabalhadores rurais interditaram, na manhã desta segunda-feira (03) a entrada do Porto em Maceió. Eles reivindicam a participação do órgão nas negociações nacionais para melhorias na política de reforma agrária.
Segundo o coordenador do Movimento Via do Trabalho, Marcos Antônio da Silva, o Marrom, além do MVT, participam integrantes do Movimento Sem Terra (MST), MLT, Comissão Pastoral da Terra (CPT), MUPT, MLST e MTL de várias partes do estado estão em Maceió para pressionar o agendamento de uma reunião a nível nacional onde os movimentos pretendem pedir melhorias pela reforma agrária.
Marrom disse que a escolha do Porto como ponto de protesto em Maceió aconteceu pela sua representatividade regional. “Queremos que o Porto ajude nessas negociações para conseguir mais recursos para a reforma agrária. Tentamos com o Incra estadual, mas não obtivemos resposta”, disse.
Os manifestantes pretendem fazer uma caminhada até o terminal de cargas, que fica na parte interna do Porto. Caso não haja respostas, eles afirmam que irão dormir no local. “Nosso ponto de apoio também será na Praça Sinimbu, em frente ao Incra. Iremos nos dividir nesses dois pontos até que alguma resposta positiva seja dada”, disse.
A nível nacional, também são registradas manifestações cobrando melhorias pela reforma agrária e também contrárias ao ajuste fiscal promovido pelo Ministério da Fazenda. Em Brasília, por exemplo, o prédio do Ministério foi invadido por integrantes do Movimento Sem Terra (MST). Eles chegaram a carregar uma faixa pedindo a saída do ministro Joaquim Levy da pasta.
A Polícia Militar foi acionada para tentar negociar a liberação da entrada do Porto.



