O inquérito policial que apura o envenenamento de 30 cães que estavam abrigados no Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa) ainda segue a fase de investigação. Passado quase oito meses do fato, poucas informações se tem sobre as denúncias apresentadas pelos ex-colaboradores da ONG que afirmaram, em depoimentos ao Ministério Público Estadual (MPE/AL) e à Polícia Civil, que o crime teria partido de dentro da instituição, com o suposto objetivo de redução de gastos com os animais. O envenenamento resultou na morte de 12 cães, em plena manhã do Natal de 2014.
O CadaMinuto Press buscou novamente informações sobre a conclusão da investigação e tentou contato com algumas personagens do caso, como a ex-funcionária do Neafa, Maria de Lourdes. Apesar de não obter contato com a delegada do caso, Talita de Aquino, a reportagem foi informada que a finalização do inquérito depende da análise de quebras de sigilos telefônicos de envolvidos com o fato.
O promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa encaminhou na última semana um ofício solicitando informações sobre o andamento das investigações e a conclusão do inquérito policial. “A delegada me informou que aguarda a análise de quebras telefônicas para concluir o inquérito. Segundo ela me passou, estava somente faltando esses rastreamentos técnicos”, pontou o promotor.
A apuração e a punição do responsável pelo envenenamento dos cães, foram cobradas pela direção do Neafa ao Ministério Público, antes de o CadaMinuto Press revelar os bastidores da apuração do crime ambiental. Durante os oito meses de andamento das investigações, um dos gestores da instituição, conhecido como Erivaldo, foi apontado em diversos trechos dos depoimentos, como suspeito do envenenamento.
Maria de Lourdes foi uma das peças fundamentais na denúncia apresentada contra o ex-gestor informal ao MP. Segundo ela, Erivaldo passou a cumprir à risca a meta de redução da quantidade de animais no canil da entidade; dando sumiço em filhotes, gatos e cães adultos, sem a assinatura de termos de adoções antes obrigatórias. O mesmo depoimento foi confirmado por outras testemunhas.
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