A assessoria da presidente Dilma decidiu que no meio da crise em que ela e o seu governo se encontram, é preciso fazer política.
Está prevista para a próxima quinta-feira, 30 de julho, reunião de Dilma com todos os governadores, certamente em Brasília, onde a presidente se sente mais confortável.
Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, a pauta só será definida na segunda-feira, 27.
Ou seja, inverte-se a ordem.
Primeiro se pensa em reunir os governadores, depois, o que a presidente dirá a eles ou o que quer ouvir deles.
De todo modo, Edinho já adiantou que um dos temas tratados pela presidente é de interesse crucial dos estados: a reforma da legislação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, incluindo a repatriação de capitais.
Dilma quer se aproximar dos estados e ter os governadores como aliados e esse pode ter sido um dos conselhos do ex-presidente Lula, lá atrás, que ela ignorou quando havia tempo e pauta para essa aproximação.
Hoje, o cenário é mais difícil e há complicadores políticos nele, a exemplo do drástico corte de recursos para áreas essenciais na sobrevivência dos governos estaduais, como saúde, educação e infraestrutura.
E quando a desaprovação do governo dela não estava beirando os 80%.
Já Lula, disse ontem em São Paulo, na solenidade de posse do novo presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira, que está cansado de “mentiras e safadezas” e comparou a crise do governo Dilma e do PT à perseguição dos nazistas contra os judeus:
“Eu quero dizer para vocês que eu estou cansado de mentiras e safadezas. Eu estou cansado de agressões à primeira mulher que governa esse país. Eu estou cansado de ver o tipo de perseguição e o tipo de criminalização que tentam fazer às esquerdas nesse país. Eu tenho a impressão que muitas vezes a gente vê na televisão, parece os nazistas criminalizando os judeus, os romanos criminalizando os cristãos, os fascistas criminalizando o povo italiano. Parece tantas outras perseguições que a gente já viu”
Assim como o senador Collor, Lula vai ao ataque em vez de se defender, com fatos, das acusações de envolvimento, dele, da campanha de reeleição de Dilma, do PT e de lideranças da cúpula do partido no esquema de corrupção da Petrobras.
Talvez Lula esteja certo ao falar sobre o cansaço de mentiras e safadezas, mas esse cansaço, sem dúvida alguma, pertence exclusivamente aos brasileiros indignados com a falta de rumo na economia, a inflação passando de 9%, a alta no desemprego, e o total descrédito do país aqui, e lá fora.
A propósito, sobre nazistas e judeus, do jeito que vai, daqui a pouco Lula se compara a Cristo crucificado.
(Com informações de O Globo)
