O Governo do Estado de Alagoas pretende gastar, nos próximos quatro anos, cerca de R$ 1 bilhão para dobrar a cobertura de esgotamento sanitário em todo o estado. O anúncio foi feito, nesta sexta-feira (24), durante a assinatura da ordem de serviço para a linha expressa de esgotos da Praça Lions, na Pajuçara.

De acordo com o governador Renan Filho, o Executivo Estadual está montando um plano de esgotamento sanitário para ser executado nos próximos anos, o que irá possibilitar chegar a 80% de cobertura de esgotamento sanitário. Atualmente, Alagoas possui menos de 40% de esgotamento sanitário em suas cidades.

O projeto deverá ficar orçado em R$ 1 bilhão e será garantido por meio de iniciativa privada, além de recursos próprios e do governo federal.

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Esgotamento na Pajuçara

Ao lado da secretária de Infraestrutura, Aparecida Machado, Renan Filho assinou a ordem de serviço para realizar a desobstrução das galerias da bacia da Pajuçara. A obra, segundo avalia o governador, é importante para que o esgotamento funcione e resolva os problemas vividos por comerciantes e moradores da região. 

A obra é dita como prioridade para o setor turístico alagoano. De acordo com o empresário Kiko Gatto era uma luta antiga dos empresários do setor conseguir dar uma solução definitiva para o problema de esgotamento da região na orla, o que prejudicava o turismo, mas principalmente comprometia a saúde pública.

A Secretária Maria Aparecida colocou que a linha expressa irá fazer com que realmente o esgotamento da parte baixa, concentrado na bacia da Pajuçara, consiga fluidez e acabe com o retorno de água suja nas ruas. No encontro, a secretária pediu que a população tivesse paciência com os buracos nas ruas abertos fruto de obras de saneamento.

Segundo ela, essas obras deveriam ser vista como uma forma de melhoria para todos. “Muitos reclamam dos desvios nos trânsitos, mas esses desvios são necessários para que o projeto tenha andamento”, disse ela.

Na mesma fala, o governador afirmou que “na prática as obras demoram muito para serem finalizadas e prejudicam bastante a população. Nós precisamos apresentar condições para que as obras sejam finalizadas dentro do tempo hábil”, completou.