O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu, na última segunda-feira (20), tornar obrigatória a utilização do simulador de direção veicular nos Centros de Formação de Condutores (CFCs). O pedido da volta da obrigatoriedade partiu dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) de todo o Brasil.

Segundo a resolução Nº543, publicada no Diário Oficial da União, as autoescolas terão que se adaptar até 31 de dezembro deste ano. Inicialmente, a determinação vale para os que vão dirigir carros de passeios, no caso, os da categoria B. Numa segunda etapa, será obrigatório o uso do simulador para quem dirigir motos, veículos comerciais e caminhões.

Em Alagoas, o uso de simuladores de trânsito na maioria dos Centros de Formação de Condutores se tornou realidade em 95% dos CFCs – segundo dados do Sindicato dos Donos de Autoescola no estado.

O processo  de implantação do equipamento foi feito em parceria com os donos de autoescolas, que utilizam o aparelho em regime de comodato. Agora, antes das aulas práticas nas ruas e rodovias, os futuros condutores recebem as dicas do instrutor em um aparelho que simula o trânsito real.

Lucas Martins, de 21 anos, iniciou as aulas práticas há dois dias. Ele considera o simulador de trânsito um importante instrumento para quem nunca teve o contato com algum veículo.

“A gente acha que aqui é videogame, mas é totalmente diferente. Para mim, essa medida vai ajudar muito” acredita.

Já para João Batista, educador de trânsito e dono de uma autoescola em Maceió, há 20 anos, no começo da implantação da medida os donos de autoescola tiveram mais resistência à ideia.

“Hoje nós vemos que a medida foi muito positiva. O objetivo desse equipamento é preparar os alunos que irão enfrentar o trânsito e os problemas cotidianos relacionados a ele”, acredita.

O novo sistema funciona da seguinte forma: após a prova teórica o aluno passará para as aulas no simulador, só então ele irá para as aulas práticas nas ruas. A aula no simulador tem a duração de 30 minutos e pode ser realizada até três vezes ao dia/aula. Ele funciona como um carro normal e cria 26 situações distintas numa estrada como chuva, neblina, ambiente urbano, noturno, pedestre na pista.

Ainda para Batista, a eficácia do equipamento é comprovada quando o aluno termina as simulações.

“Depois que o aluno tem um contato quase real com o simulador fica mais fácil, para ele, as aulas nas ruas. O equipamento prepara para todas as situações que poderão ser enfrentadas no trânsito”, explica.

*Colaboradora