Moradores dos conjuntos Tavares Granja e Vila Raul bloquearam os dois sentidos da rodovia BR-104, no município de Rio Largo, no final da manhã desta quinta-feira (23). Eles protestam contra problemas decorrentes das chuvas, que estão alagando os dois conjuntos. Durante a manhã também, integrantes do Movimento Via do Trabalho ocuparam a Câmara de Vereadores da cidade para tentar adiar o cumprimento de uma reintegração de posse em um terreno destinado a construção de moradias populares.

Segundo informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os moradores que bloquearam a rodovia desejam que representantes da prefeitura ou da Caixa Econômica compareçam até o local onde ocorre a interdição para conversar e tentar resolver o problema.

A prefeitura disse que irá enviar representantes ao local para falar com os manifestantes sobre o assunto. Por conta do protesto, o trânsito segue complicado na região. Agentes da PRF estão no local.

Ocupação da Câmara

Por volta das 9 horas da manhã dezenas de integrantes do Movimento Via do Trabalho ocuparam a Câmara de vereadores de Rio Largo. Segundo o coordenador do MVT, Marcos Antônio Silva, o Marrom, as famílias querem o direito de permanecer em um terreno onde irá ser erguido um conjunto de casas populares.

O terreno fica próximo ao conjunto Cruzeiro do Sul e é o mesmo que foi alvo de um escândalo que rendeu ao prefeito Toninho Lins e a vereadores do município a prisão após investigação do Ministério Público Estadual. A área, segundo investigação, foi vendida sem licitação por um valor abaixo do que é calculado ser o real pela área.

A ocupação, como explicou Marrom, durou até meio dia, quando um vereador foi até o prédio e agendou uma reunião para a próxima segunda-feira (27) entre uma comissão de parlamentares e integrantes do Movimento.

“As famílias já ocupam a área, mas queremos que seja revista essa reintegração de posse. Queremos que os vereadores voltem a discutir o tema. Na ocasião vamos também cobrar a criação de um conselho municipal de cidades. Existe uma Lei que prevê que todo município com mais de 12 mil habitantes tenha um conselho para discutir questões ligadas à mobilidade, transporte e questões habitacionais”, completou.