O deputado federal Marx Beltrão (PMDB-AL) se reuniu nesta quarta-feira (15) com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro, para debater medidas de incentivo e fortalecimento à produção do coco em Alagoas, um dos segmentos mais importantes para economia do estado. A audiência no ministério contou com a participação de representantes de associação e sindicato de produtores alagoanos.
Segundo o parlamentar, cerca de 1,6 milhão de pessoas sobrevivem em torno do cultivo do coco no país, de modo direto e indireto. “Há cerca de 240 mil famílias de produtores. Em Alagoas são aproximadamente 5 mil, dos quais 90% são agricultores familiares, que vivem basicamente dessa produção”, explica.
Em ofício encaminhado ao ministro Armando Monteiro, o deputado adiantou que o motivo do encontro seria solicitar “celeridade e providências” para desafios encontrados pelos produtores. Desde os anos 1980, o crescimento das importações de coco ralado tem prejudicado a produção nacional.
Marx Beltrão caracteriza a concorrência como “desleal” e diz que inviabiliza o setor. “Nos últimos anos a importação de coco ralado cresceu 500% e a de água de coco 300%. A concorrência é duplamente desleal, já que esses produtos recebem incentivos no país de origem, o que não ocorre com o coco brasileiro, e ainda entram no Brasil sem serem submetidos a nenhuma exigência, enquanto o coco brasileiro passa por um criterioso processo de fiscalização pela ANVISA e Ministério da Agricultura”, relatou.
O grupo apresentou ao ministro Armando Monteiro uma pauta com solicitações para tornar o cenário mais justo para o produtor e mais seguro para o consumidor. “Pedimos ao ministro a volta da salvaguarda, taxando o produto importado em 55%, a dotação de critérios e exigências sanitárias e de análise de qualidade semelhantes aos produtos importados; e a criação de uma NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) específica para a água de coco”, explicou diretor-presidente do Sindcoco (Sindicato Nacional dos Produtores de Coco do Brasil), Francisco Porto.
Segundo o deputado, a audiência no ministério teve saldo positivo. “Fiquei muito contente, primeiramente pela forma que o ministro Armando nos recebeu, pelo comprometimento que ele demonstrou e, principalmente, por ele entender também o que é a produção de coco, e sua importância para a economia alagoana e do nordeste”, ressaltou.
Francisco Porto, avaliou que a reunião foi produtiva e as demandas apresentadas obtiveram respostas. “É um ministro da região Nordeste, conhece a agricultura, entendeu o pleito do sindicato, que é justo, pois queremos defender não apenas o agricultor, mas o consumidor”, declarou, “o ministro se comprometeu a encontrar a solução ideal para o problema”. Francisco também elogiou a atuação de Marx Beltrão em defesa dos agricultores. “Apesar de ser um deputado alagoano, trabalhou em defesa do país”, diz.
