A ex-primeira dama do Brasil, Rosane Malta, afirmou, nesta terça-feira (14), através de suas redes sociais, que sua pensão está atrasada. A postagem aconteceu horas após o cumprimento de mandados de busca e apreensão, executado pela Polícia Federal, nas residências e empresas do seu ex-marido, o senador Fernando Collor. “Eu creio na Justiça de Deus sempre”, colocou.  

Sem revelar maiores detalhes, Rosane ainda publicou o link de uma revista nacional, onde a reportagem destaca que carros de luxo de Collor foram apreendidos, na Casa da Dinda, em Brasília.

Os seguidores da ex-primeira dama comentaram palavras de conforto. Ela disse que jamais irá desistir na Justiça de seus direitos, como ex-mulher. “Continuo lutando “.

Em entrevista ao CadaMinuto, no dia 15 de março, onde foi realizado o protesto “Fora Dilma”, Rosane Malta frisou que o que está acontecendo no Brasil é um absurdo.  “O escândalo da Petrobras é mais que uma prova que as coisas não podem ficar do jeito que estão”, afirmou. 

Vestida com as cores da bandeira do país, ela lamentou ainda que os três senadores alagoanos, Collor, Benedito de Lira (PP) e Renan Calheiros (PMDB), constem na lista dos políticos estão sendo investigados na operação Lava Jato, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Entenda o caso

Recentemente Fernando Collor foi citado em uma delação premiada como o favorecido que recebeu R$ 20 milhões para manter seu apoio ao ex-presidente Lula.  Nas informações prestadas pelo dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, Collor teria emplacado o engenheiro José Zonis na diretoria de Operações e Logística da BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras.

Novamente, Collor também é associado ao empresário Pedro Paulo Leoni Ramos – ex-ministro do petebista e amigo pessoal do senador. Teria sido Pedro Paulo que procurou Ricardo Pessoa para oferece um pacote de R$ 650 milhões em contratos com a Petrobras. Ao se defender das acusações, Collor chamou a reportagem Veja de mentirosa e que as recentes supostas denúncias trazem personagens e fatos repetidos, alimentados “por um grupelho do Ministério Público que se mistura com os bandidos do folheto semanal Veja”.

Resposta

Na nota enviada à imprensa, Fernando Collor diz que a medida foi invasiva, arbitrária e flagrantemente desnecessária. Ele afirma que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos e a investigação já é conhecida desde o final do ano passado, e que ele jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos.

Em outro trecho, Collor disse que se colocou à disposição da Polícia Federal para ser ouvido por duas vezes. “Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas”, destacou.

*colaborador