A Polícia Federal baixou nesta manhã na seara do senador Fernando Collor, do PTB.
Com mandados de busca e apreensão, agentes federais vasculharam residências e empresas do senador, em Brasília e Maceió.
Collor é investigado na Lava-Jato, acusado de receber propina da corrupção da Petrobras.
Pesa contra ele, sobretudo, a comprovação de depósitos bancários em sua conta, no valor de 50 mil reais, feitos pelo doleiro Alberto Youssef, um dos principais réus no processo que apura a fraude financeira contra a estatal.
Também é acusado de ter recebido 3 milhões de reais, oriundos de propina paga por um contrato com a BR Distribuidora, uma subsidiária da petroleira.
Com autorização do STF, Collor já teve os sigilos bancário e fiscal quebrados.
Como reação, até agora, o senador só tem esperneado, na tentativa de desqualificar as investigações e o condutor delas, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Enquanto isso, Janot aprofunda as apurações e começa a fisgar o senador, com provas documentais.
Levou papeis e computadores das empresas de Comunicação de Collor em Alagoas e de sua residência em Brasília.
Até onde isso vai dar, ainda é cedo para prever.
Mas dores de cabeça e preocupação, no mínimo, hão de perturbar Fernando Collor pelos próximos dias.
Além, claro, de cutucar a ira do senador contra Janot, contra a imprensa, contra Youssef, contra quem, por ora, aparecer na frente dele.
A presença da Polícia Federal na Organização Arnon de Mello, foi tensa, disseram-me alguns funcionários.
Eu tive a informação de que foi o filho de Collor, Fernando James, quem acompanhou os agentes na missão de apreender o material que pode vir a incriminar o pai, mas ele informou ao blog que não estava na OAM no momento do cumprimento do mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal.
Agora, é aguardar os próximos passos.
Da Lava-Jato e de Collor.
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