A capital alagoana foi mais uma vez apontada entre as capitais com maior registro de morte de jovens com idade em 10 e 19 anos. Os dados estão num estudo divulgado nesta terça-feira (14) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O estudo aponta uma média de 2,1 mil mortes de jovens por ano. Além de Maceió, as outras capitais apontadas no estudo são Belém, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo.

“Dos adolescentes que morrem por causas externas no País, 36,5% são assassinados. Na população total, esse percentual é de 4,8%.  Esse cenário perturbador coloca o Brasil em segundo lugar no ranking dos países com maior número de assassinatos de meninos e meninas de até 19 anos, atrás apenas da Nigéria”, conforme relatório.

Segundo o Unicef, o número de homicídios de brasileiros de até 19 anos de idade dobrou. De 1990 a 2013, passou de 5 mil para 10,5 mil casos ao ano. Isso significa que, a cada dia, 28 crianças e adolescentes são assassinados. No Brasil, entre 2008 e 2011, o número de pessoas assassinadas foi maior do que nos 12 maiores conflitos armados ocorridos no mundo de 2004 a 2007, entre eles, as guerras no Iraque e no Congo.

Constando o que pode ser observado quase que diariamente, os dados do estudo revelam também que o maior índice de homicídios ainda é registrado em bairros considerados pobres com uma média de 136 mortes por cada 100 mil habitantes. Já nas áreas nobres esse índice chega a zero.

Outro dado preocupante aponta que cerca de 42 mil adolescentes brasileiros poderão ser assassinados entre 2013 e 2019 se as condições atuais do País prevalecerem. Essa é a estimativa feita a partir do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), desenvolvido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, pelo UNICEF, pelo Observatório de Favelas e pelo Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj).

*Com agências.