O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cobrou nesta quarta-feira, 8, a adoção de medidas pelo governo e pelo Congresso Nacional para controlar a inflação. O que motivou suas considerações foi o índice divulgado também nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 8,89% nos últimos 12 meses.
Ele disse que o Poder Legislativo aceita “qualquer coisa nova”, como a repatriação de capitais. “Nós estamos preocupados com essa combinação da economia, inflação alta, desemprego alto. Não dá mais para aumentar impostos. O sacrifício dos trabalhadores já chegou ao limite. O Congresso Nacional aceita que aja qualquer coisa nova, inclusive essa repatriação de capitais desde que se tenha regras claras, critérios de transparência, de honestidade”, afirmou.
Cargos em comissão
Renan Calheiros disse que a repatriação de capitais poderia ser consequências das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) que funcionam no Congresso. Seu entendimento é o de que haja o ingresso de “dinheiro novo” e que o governo corte gastos públicos para controlar os índices de inflação.
“O governo tem que reduzir cargos em comissão. Nós temos que buscar alternativas, para que tenhamos dinheiro novo. E a primeira delas é repatriar capitais. Tem vários projetos de lei. Isso pode ser consequência do desdobramento das Comissões Parlamentares de Inquérito. E é sobretudo uma alternativa para se fazer o fundo de compensação para reduzir as alíquotas de ICMS”, afirmou.
O entendimento do presidente do Senado o “momento é dramático” e que, por isso, volta a sugerir o corte de despesas no governo. “A economia vive um momento dramático, não há como relativizar a crise, ela está combinando desemprego alto com inflação alta e a sociedade está no limite. Não tem mais jeito. O governo vai ter que cortar na própria carne, reduzir ministérios, cortar despesas. É isso que o Senado novamente sugere”, acentuou.
Renan Calheiros argumentou que “inflação alta e desemprego alto é a pior combinação da economia”. E que, por causa disso, ele não enxerga saída em ajustes nas contas públicas. Além do “dinheiro novo” conseguido com repatriação de capitais.
