Atualizada às 11h55
Parte da estrutura física da antiga sede da Secretaria Estadual de Educação, no centro de Maceió, desabou na manhã deste sábado (4). Com a estrutura ameaçada, feirantes que estão instalados ao lado do prédio foram orientados pelo Corpo de Bombeiros a deixar o local até que a Defesa Civil de Maceió se manifeste sobre os riscos de permanência na área. Não houve registro de feridos.
De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiro, Luiz Diego, uma operação preliminar do CB avaliou como necessária a retirada dos trabalhadores. “Existe um risco iminente de desabamento no local. O teto do prédio desabou completamente e existe uma laje fazendo pressão no muro que dá acesso ao local em que os comerciantes estão instalados. Por este motivo, pedimos que os comerciantes saíssem da área para que suas vidas não estejam em perigo”, disse.
Ao CadaMinuto, o capitão informou sobre a precariedade da estrutura e que a Defesa Civil já foi acionada. “Com uma escada mecânica, nós pudemos ver a parte interna do prédio e constatamos o risco. Nós já acionamos a Defesa Civil para que seja feita uma avaliação de toda a área”, informou.
Com o desabamento de parte do prédio, destroços caíram na rodovia. Para evitar que acidentes ocorram na região a rua que fica próxima ao Colégio São José foi interditada.
Feirantes
Assustada com o desabamento, Dona Nelza da Conceição, que trabalha no local há 17 anos, disse que ao ouvir o barulho no local chegou a pensar que era um trovão. “Eu ouvi uma zuada e pensei que era um trovão. De repente eu vi um monte de gente correndo, e fiquei sem saber o que estava acontecendo. Como estou aqui pertinho do muro, vi um monte de poeira. Fiquei muito nervosa”, disse dona Nelza.

Com medo, Dona Nelza retirou seus materiais, em cumprimento ao pedido dos Bombeiros. “O bombeiro conversou comigo, disse que era melhor eu sair porque o muro podia cair e que eu esperasse o pessoal da Defesa Civil. Estou fazendo o que eles pediram. Agora ,eu vou pra casa, mas amanhã eu volto para ver como está aqui. Segunda eu espero voltar ao trabalho”, contou.
Assim como Dona Nelza, outros ambulantes retiravam suas mercadorias para se proteger de outros desabamentos.
Para o presidente dos feirantes de Maceió, Antônio Pedro dos Santos, o desabamento de parte do prédio é resultado do descaso dos gestores públicos, aliado ao período chuvoso. “O que vem ocorrendo é por causa do descaso dos governos passados. O prédio está abandonado, a estrutura é precária há anos e nada é feito para melhorar essa situação.. Podia ter acontecido algo muito pior, já que os destroços poderiam ter caído em algum pedestre, nos feirantes. É uma situação preocupante”, finalizou.

Leia mais: Defesa Civil registra deslizamento de barreira e queda de árvores em bairros de Maceió
Leia mais: Chuvas prejudicam atendimento do Disque Luz da Sima








