A deputada estadual Jó Pereira (DEM) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (1º) para chamar a atenção sobre a educação em Alagoas, relatando fatos negativos e apontando soluções principalmente nesse momento em que se discute o Plano Estadual de Educação, na busca por uma educação de qualidade e universalizada, inclusive com a recuperação de anos de estudo de gerações que estão fora da idade escolar.

Jó Pereira cobrou políticas públicas para a permanência e o sucesso dos estudantes nas escolas, dizendo que Alagoas não suporta mais que essa garantia seja apenas no plano das intenções. E sim, segundo a deputada, terão que acontecer através de adequado quadro de recursos humanos, estrutura física, tecnológica e recursos financeiros suficientes para que permitam o sucesso das ações e diretrizes necessárias para atingir as metas da transformação que todos desejam para o futuro de Alagoas.  

Com foco nesse objetivo, Jó Pereira sugeriu em seu pronunciamento que a Assembleia realize audiências públicas com a participação ativa do Executivo, no sentido de informar a todos sobre o quadro atual da educação de Alagoas. A primeira audiência teria como tema a situação da pasta, com relação aos dados quantitativos e qualitativos de servidores ativos, onde o governo do Estado deverá apresentar informações e diagnósticos relativos ao corpo funcional.  

Outras audiências seriam com relação à infraestrutura física e tecnológica da Secretaria de Educação;  a progressão na carreira dos funcionários e sobre a realidade previdenciária do quadro atual e para os próximos anos. A última audiência seria com relação ao mapeamento das matrículas no Estado e nos municípios, na rede pública e privada, com análise das matrículas estaduais em idade e aproveitamento.

“Após este ciclo de conhecimento, através das audiências e informações oficiais, iniciaremos o processo de análise do Plano Estadual de Educação, sendo possível compreender o esforço que será necessário para que as metas e diretrizes do plano possam ser reais e não uma carta de intenções. No plano devem constar metas e diretrizes exequíveis. A tarefa é gigantesca e todos terão que dar sua contribuição”, finalizou a deputada.